
UM CONTO AOS DOMINGOS – #035 – QUIXOTE (Humberto Barcelos)
Na escola, a rotina se arrastava como um cachorro de rua, emaranhado em fezes e cacos de vidro. O sinal ecoou, um grito insensato que

Na escola, a rotina se arrastava como um cachorro de rua, emaranhado em fezes e cacos de vidro. O sinal ecoou, um grito insensato que

A desconfiança mútua e os mal-entendidos entre Cibele e Oscar, criando uma tensão crescente até a revelação final.A primavera partia cedendo espaço para as primeiras

Detesto o espelho. Detesto o espelho… Ele é sombrio, ele é cruel, ele é crítico, principalmente quando estou à procura de minha dentadura e que

DÚVIDAS Desde o dia em que te conheci, sempre tive muitas dúvidas por causa das tuas atitudes.Como pode você chegar como quem não quer nada

Aquela era uma cidade tipicamente do interior. Os galos cantavam certinhos às cincos horas e o sino da velha igreja badalava, impreterivelmente, uma hora depois.

INFANTICÍDIO Pensei em bater – toc toc. Toc toc toc. Silêncio. Olhei pela fechadura. Uma enorme angústia entortou-se-me nos peitos. Subiu pra garganta. Virou pomo-de-adão.

A menina parou de brincar. A velha boneca, que antes acalentava no colo, foi posta sobre um lenço amarrotado estendido no chão. Levantou e sacudiu

O dia estava frio… ainda ressentido com a nevasca da noite anterior. O sol tímido tenta se manifestar. Ainda há muito gelo em volta da

Nas profundezas da caverna de Platão, suscito memórias da serpente encantada, onde sombras imperceptíveis dançam como verdades absolutas. Meu rastejar transformou minha alma inocente em

Era um dia quente em Imperatriz. O professor Álvaro, um homem discreto e de vocabulário refinado, havia sido eleito vereador. Nunca se imaginara na política,