sexta-feira, 19 de julho de 2024

GUILHERME CORTEZ – Pioneiro da aviação comercial em Imperatriz

Publicado em 25 de junho de 2024, às 10:33
Fonte: EDMILSON SANCHES é membro da Academia Maranhense de Ciências, do Conselho Regional de Administração, do Conselho Regional de Contabilidade, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Internacional de Literatura Brasileira (Estados Unidos), do Instituto Histórico e Geográfico e Academia de Letras de Caxias, e de Academias de Letras dos Estados do Maranhão, Pará, Espírito Santo e São Paulo.
Imagem cedida pelo autor.

Hoje, 25 de junho, marca o nascimento, em 1904, de Guilherme Cortez. Ele foi o primeiro agente da Condor, empresa pioneira na aviação comercial em Imperatriz, em 1939.

Guilherme Cortez ficou no cargo até 1967, quando a Condor já se chamava Cruzeiro do Sul e deixou de operar no município. A partir de 1968, agenciou passagens para a Varig, a segunda empresa de aviação comercial a operar na cidade.

Além da aviação, Seu Guilherme desenvolveu por muito tempo as atividades de comerciante e de pecuarista. Em 1931, fundou a empresa “Cortezia Popular”, que ganhou destaque no comércio local nas décadas de 1940 e 1950 e depois passou a ser administrada por um neto seu, Júlio Cortez.

Guilherme Cortez foi nomeado primeiro suplente de juiz de Direito, em 1932. Sua participação sociocomunitária em Imperatriz registra Seu Guilherme como um dos fundadores do Rotary Club (do qual foi tesoureiro), da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (diretor em 1960) e do Sindicato Rural de Imperatriz.

Casou-se em maio de 1931 com Maria da Rocha Miranda, que lhe deu 11 filhos, entre eles o médico Mário da Rocha Cortez, imperatrizense pioneiro da oftalmologia em Imperatriz e região.

Guilherme Cortez nasceu em 25 de junho de 1904, em Imperatriz, na Fazenda Repartição, mesmo local onde se deu seu batismo. Fixou residência na sede do município em 1923, acompanhando os pais, Marcelino de Paula Cortez e Isabel Pereira Lima. Morreu em 11 de março de 1994, em razão de problemas cardíacos, em Brasília (DF). Neste 2024, portanto, completaram-se 30 anos de seu falecimento.

Guilherme Cortez com Dª Maria e a grande família. Imagem cedida pelo autor.

*

Quando sua mulher, Dª Maria, faleceu, fui visitar o Sr. Guilherme. Ele estava sentado em uma cadeira, à porta de sua residência, na antiga Rua 15 de Novembro, na região mais histórica de Imperatriz. Conversamos um pouco, apresentei minhas condolências e, de repente, Seu Guilherme diz uma frase sobre a esposa:

” — Ela não morreu. Ela mudou de vida.”

*

Homem de raciocínio rápido, Guilherme Cortez sabia dar resposta ali na hora. Exemplo disso, contado por um de seus filhos, meu amigo e colega de Rotary Licínio da Rocha Cortez (falecido em 24 de agosto de 2012), é o de quando, certa vez, o avião de sua companhia estava atrasado. Um dos passageiros que esperavam embarcar indaga o agente:

” — E aí, Seu Guilherme, o avião, nada?”

Guilherme Cortez, polidamente e em cima da bucha responde,:

” — Não, voa.”

EDMILSON SANCHES

PALESTRAS – CURSOS – CONSULTORIA

Administração (Pública e Empresarial) – Biografias –

Comunicação – Desenvolvimento – História – Literatura

CONTATO: [email protected]

www.edmilson-sanches.webnode.page

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