Por: Joaquim Gomes – Professor, Mestre em Teoria Literária, membro fundador da Academia Vianense de Letras – AVL e do Instituto Histórico e Geográfico de Viana – IHGV.
Iniciar um texto é sempre um desafio, principalmente quando não se tem um direcionamento. Quase todos os cronistas já acentuaram essa dificuldade e fizeram da experiência o texto do dia, por exemplo.
Então, aqui começo a minha conversa com o público leitor deste site “REGIÃO TOCANTINA”, uma criação do querido amigo Marcos Fábio, um exemplo de dedicação à vida acadêmica e cultural do Maranhão.
Quando menino, morando com os meus pais, na cidade de Viana, região da baixada maranhense, ouvia falar da prosperidade que a cidade de Imperatriz vinha experimentando e, logo, instalou-se um desejo de conhecê-la. Já adolescente, fiz duas viagens de ônibus para a cidade de Brasília e ficava todo entusiasmado ao percorrer algumas ruas da “Imperiosa”, termo que conheci, já adulto, quando iniciei minha vida profissional na Secretaria de Estado da Educação do Maranhão, em São Luís e compartilhei de amizades com pessoas de lá.
Mas, só mais tarde, a cidade se tornou mais próxima de mim, em razão do meu cunhado, hoje, o Desembargador Lourival Serejo, àquela época, ser promovido como juiz de Direito para a comarca de Imperatriz. Assim, a cidade se fez mais presente em nossas vidas e pude passar alguns dias por lá, palmilhando as suas duas mais famosas avenidas, a Dorgival Pinheiro de Sousa e a Getúlio Vargas.
O tempo passou e a cidade continua próspera e dinâmica, em suas diversas atividades, mas quero destacar aquelas dedicadas às artes literárias, principalmente com o SALIMP – Salão do Livro de Imperatriz, que tem sido realizado com primor e cuidados pela Academia Imperatrizense de Letras, encontrando-se na 18 a. edição, cujo alcance de público atinge mais de 100 mil visitantes. Com um público desse porte, logo se percebe a grandiosidade do evento para movimentar a economia da cidade, mas, muito mais, pelo que pode produzir na melhoria da leitura e do seu incentivo. Espero poder participar das próximas edições para desfrutar de sua programação e registar, de perto, o coração do SALIMP.
Bom, comecei, caros leitores, sem um prumo certo, falei da minha relação com a cidade e de um de seus produtos que me parece mais caro. Foi o meu pedido de passagem. Até a próxima.