terça-feira, 28 de junho de 2022

Mural das Minas #04: CONCEIÇÃO FORMIGA: poesia, fé e memória

Publicado em 20 de março de 2022, às 10:12
Fonte: Da Redação
Imagem fornecida pela autora

Maranhense de Barra do Corda, filha de José Tauari de Medeiros e Eugência Medeiros, nasceu em 15 de outubro de 1946. Fez seus estudos em Bacabal, no Grupo Escolar Oswaldo Aranha e no Colégio Nossa Senhora dos Anjos. Casou-se com Sebastião Alves Formiga, em 20 de abril de 1963, em Bacabal e se transferiu para Imperatriz em 1967. O casal tem três filhos: Tauari, Tairon e Giovana. Seus netos são: Tauari Filho, João Pedro, Maria Izabella, Jasmine, Tiago e Théo. Professora aposentada, tem licenciatura curta em Letras. Trabalhou na Escola Santa Teresinha, no Grupo Escolar Estado de Goiás e no Centro de Ensino Médio Graça Aranha. Em 1980, foi professora do Colégio Nossa Senhora dos Anjos, quando morou novamente em Bacabal, acompanhando seus pais que estavam doentes. Sempre se preocupou com os problemas da educação e esteve envolvida nas lutas sindicais dos professores. Foi Diretora Ragional de Educação em Bacabal e Imperatriz e funcionária do Banco do Brasil entre 1982 e 1995. Foi uma das idealizadoras e fundadoras do Clube de Mães de Imperatriz (1971), sendo a primeira presidente do Núcleo São Francisco de Assis. Participa até hoje como sócia ativa, tendo exercido todos os cargos na Diretoria e atualmente é Vice-Presidente da Diretoria Central do Clube, que tem 25 núcleos. Escreve poemas e textos de memória. Em 2016, lançou o livro “Presépios: Mimos de Francisco”.

RETALHOS DE EUGÊNIA

Ela partiu…
E não mais voltou
Não havia outro jeito
Senão recordá-la
Nas coisas que muito amou.

Naquele quartinho, estava seu mundo,
Máquinas, rendas, sacolas,
Retalhos, com recados profundos,
Cada um, nos contando
O que ela fez, neste mundo.

O tempo passava,
Cinco malas, sacos e sacolas
Foram sendo distribuídos,
Até os retalhos iam saindo,
Um, porém, será sempre guardado
Prá lembrar de mamãe nos sorrindo.

DOM MARCELINO: AMIGO, PAI E PASTOR

Amigo?
Sim, um bom amigo
Dom Marcelino sempre soube ser
Nas alegrias, presente nas famílias
Assim também, como estava
Junto, forte, nas horas do nosso morrer.

Pai? Sim, um bom pai
Dom Marcelino foi durante toda vida
Dos órfãos, sempre esteve ao lado,
Viúvas, pobres e o povo sofrido
Dele, receberam abraços apertados.

Pastor?
Sim, um bom pastor
Dom Marcelino foi desde o seu chegar
Anunciando, mostrando o caminho
Indicando sempre com amor
A direção que o rebanho devia tomar

ELIAS DO BOI, AMIGO DE TODOS

Com um pandeiro e um boizinho
Nas noites e festas de São João
Elias juntava as crianças
E pelas ruas de Imperatriz
Cantava, animado com o coração

Era alegre, muito amigo,
Feliz e vivia sorridente
Não reclamava de nada,
Nem fazia questão de roupa decente,
Há anos foi acolhido por Maria da Paz,
Mulher de coração diferente
E na casa dela, foi tratado como parente.

Um dia… súbito acidente
Veio a doença malvada
Complicou e parou seu coração.
Elias partiu, deixando saudades
E lembranças que recordamos com emoção
Nas praças e ruas de Imperatriz
Muitos se lembram desse homem
Que cantava e encantava
Com seu “Boizinho Feliz”.

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