sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Especialista faz alerta sobre automedicação na pandemia

Publicado em 13 de julho de 2021, às 15:05
Antitérmicos e relaxantes musculares estão entre os mais usados indevidamente
Fonte: Assessoria de Comunicação da Faculdade Pitágoras
Imagem: Freepik

Em tempos de pandemia de Covid-19, é ainda mais importante evitar o uso de medicamentos sem a devida prescrição. Estudo realizado em maio pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) indicou que, durante a pandemia, os brasileiros passaram a se automedicar com mais frequência. Uma pesquisa anterior do mesmo órgão já havia apontado que 77% dos brasileiros que usam remédios o fazem sem prescrição médica, sendo que quase metade (47%) se automedica pelo menos uma vez por mês e um quarto (25%), todo dia ou pelo menos uma vez por semana.

O farmacêutico e coordenador do curso de Farmácia da faculdade Pitágoras Imperatriz, Adaias Macedo Rocha Junior faz o alerta. “O uso de medicações sem acompanhamento profissional pode ocasionar fatores negativos que variam desde um tratamento não efetivo até ao agravamento de sinais e sintomas sentidos pelo usuário em questão. As características clínicas patológicas, o peso, a idade e o sexo são alguns dos fatores avaliados para o início de um tratamento e para se chegar à dose ideal efetiva para cada paciente”, explica.  

O especialista destaca que os medicamentos de venda livre e aparentemente inofensivos como analgésicos, antitérmicos e relaxantes musculares estão entre os mais utilizados sem acompanhamento profissional. Por isso, eles fazem parte desse grupo de potenciais causadores de intoxicação.

“É bom citar que a diferença entre um medicamento com fim terapêutico e um veneno com objetivo letal é apenas a dose administrada. Desta forma, destaco a importância de um acompanhamento profissional para o uso de qualquer medicação”, pontua. 

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas apontam que a maioria dos casos de intoxicação registrados no Brasil é proveniente de medicamentos. Antitérmicos, relaxantes musculares e medicamentos que atuam no sistema nervoso central estão entre os mais usados indevidamente. O especialista ressalta que, durante a pandemia, houve também aumento no consumo de medicamentos isentos de prescrição – os MIPs – tais como vitaminas, energéticos, polivitamínicos, antiácidos e antigripais, entre outros.

Por fim, o farmacêutico recomenda a importância de se fazer o uso da medicação de forma correta e respeitando o tratamento. “A melhor forma para se fazer um uso racional e seguro de medicações durante um tratamento é procurar ajuda de um profissional farmacêutico que vai acompanhar e monitorar todas as etapas durante a evolução e melhora clínica do paciente orientando o uso correto para cada medicação”.

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