sexta-feira, 22 de outubro de 2021

As mulheres e o mercado de trabalho: carreiras e desafios

Publicado em 17 de setembro de 2020, às 15:00

Giórgia Alves Cerqueira – Administradora Hospitalar, Mestra em Educação, Professora Facimp Yduqs.

Fonte: IGospel

Impossível fechar os olhos para a importância da participação feminina na economia global. Sabemos que nossa luta é longínqua: as barreiras, o preconceito, as superações e as conquistas das mulheres no mercado de trabalho não são de hoje. Entretanto, ainda há muito a ser discutido e, diga-se de passagem, muito a ser aperfeiçoado e/ou corrigido. Prova disso é um relatório, do Fórum Econômico Mundial, de 2019, que concluiu que a igualdade de gêneros só se dará, se continuarmos na evolução pelos direitos das mulheres, em 257 anos. Quer mais? No ranking de igualdade de salários, o Brasil é o penúltimo entre todos os países das Américas, perdendo só para o Chile (ocupamos o 124º lugar de 142 países analisados).

Esse é apenas um contexto de toda a problemática que envolve o mundo feminino e os desafios de sua carreira. Além disso, ainda é preciso lidar com o preconceito interno: o de não acreditar ser capaz de conseguir uma posição e um provento maior que o dos homens.

Contudo, embora exista muito caminho a percorrer em busca de nossos direitos, a luta feminista já conquistou muito, tanto no âmbito profissional como no político e no social. De 1950 – com o surgimento das indústrias, quando começou a faltar mão de obra e as mulheres foram chamadas para trabalhar – até os movimentos hodiernos, chamados de movimentos de empoderamento feminino que agem na luta pela igualdade de gêneros, essas ações apresentam alternativas significativas para juntar forças e abrir cada vez mais espaço no mercado de trabalho para a mulherada.

Ainda que tenham muitas mulheres com o trabalho doméstico – sendo, ainda, as principais responsáveis por limpar, lavar e cuidar dos filhos – os tempos avançam, mesmo que paulatinamente, e carreiras, que antes eram exercidas só por homens, são hoje ocupadas por mulheres.

Não bastasse tudo isso, as mães ainda têm a carreira prejudicada após a maternidade – ou por terem que recusar uma proposta de trabalho superatraente, ou por não terem tempo suficiente para os filhos, ou por terem deixado de ser promovidas por tornarem-se mães.

Sabemos que existe muito a melhorar no mercado de trabalho para que as mulheres sejam ainda mais valorizadas e a desigualdade de gênero possa ser extinta, proporcionando ainda mais espaços nas empresas para cargos de liderança feminina.

Uma constatação recorrente é a de que, independente do gênero, a pessoa com maior nível de escolaridade tem tido mais oportunidades de inclusão e de melhores cargos no mercado. Segundo estudos recentes, constata-se, também, mesmo que timidamente, que a mulher tem tido uma inserção maior no mercado. Há uma significativa melhora entre as diferenças salariais das mulheres, quando comparadas ao sexo oposto.

Ainda que leve um tempo para vencer todos os reptos da desigualdade, nós vemos ganhando espaço graças a nossa dedicação e zelo. Grande parte dessa vitória está ligada ao maior nível de estudo e qualificação.

Isso posto, não deixemos de continuar a investir na educação para alçar voos cada vez mais altos. Não se trata apenas de diminuir a desigualdade – ação que é fundamental para a sociedade – mas, também, de contribuir para a expansão da economia global.

E hoje, 17 de setembro, quero lembrar o quão a minha mãe é exemplo de mulher aguerrida, empoderada e destemida. Além de ser ícone na Educação de Imperatriz e região, tem o valor de mostrar para todos que as mulheres podem retomar a própria dignidade e não dependem das circunstâncias ou de terceiros. E, pelo seu aniversário, expresso a minha profunda admiração e estendo meus parabéns por mais uma volta ao sol, seguindo assim, perfeitamente, o fluxo do universo.  

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