Produção teve o patrocínio da Lei Paulo Gustavo, gerenciada pela Fundação Cultural de Imperatriz; vídeos podem ser assistidos no Youtube.

Da Redação
Na última quinta-feira (08.10), o auditório da Academia Imperatrizense de Letras recebeu a cerimônia de lançamento da Websérie “Salimp: entre páginas e histórias”.
Estiveram presentes membros da Academia Imperatrizense de Letras, escritores, participantes de grupos e movimentos culturais, professores, alunos e demais convidados.
A websérie traz, em cinco episódios, um panorama histórico do Salão do Livro de Imperatriz, desde a sua fundação, em 2003, idealizado pelo escritor, compositor e poeta Zeca Tocantins.
O panorama é formado por relatos de pessoas que estiveram diretamente envolvidas com o Salão, nas suas 18 edições. Os personagens citam a importância do evento, as dificuldades para a sua realização e a contribuição que ele deixou para a cultura e a literatura de Imperatriz e da região tocantina.

Imagem: Divulgação.
GRANDIOSIDADE – nas suas 18 edições, pelo salão do Livro de Imperatriz passaram grandes nomes da literatura e da música brasileiras, como Ariano Suassuna, Domingos Meirelles, Caco Barcelos, Fabrício Carpinejar, Marina Colassanti, Gabriel O Pensador, Jessier Quirino, Chico César.
Na sua última edição, em 2022, o Salão recebeu 78 estandes e cerca de 35 mil livros expostos, tendo uma estimativa de público de 100 mil visitantes.
WEBSÉRIE – Dividida em 5 episódios, a websérie teve a concepção e direção da jornalista Daniela Souza e produção do Portal Assobiar e Site Região Tocantina.
Os episódios têm como tema: “Nos bastidores do sonho” (episódio 1); “Mulheres na linha de frente e seus momentos marcantes” (episódio 2); “Expansão do Salimp” (episódios 3 e 4); “O Salimp e o poder público: entre o discurso e a realidade” (episódio 5).
Todos os episódios podem ser assistidos, gratuitamente, nos canais do Youtube do Portal Assobiar e do Site Região Tocantina.
Os episódios podem ser assistidos abaixo:
A produção envolveu 7 profissionais: Elson Supapinho (pesquisa, roteiro e direção criativa); Marcos Fábio Belo Matos (consultoria de direção e revisão final); Daniela Souza (criação e direção geral); Jairo Araújo (captação e direção de imagens); Alex Araújo (edição); Nícia de Oliveira (Assessoria de comunicação e imprensa); Jeciane Chaves (jornalismo e social media).
O financiamento foi possível por conta do apoio da Lei Paulo Gustavo, do município de Imperatriz, de 2024.
Toda a produção, da concepção, captação de recursos, filmagens, edição e pós-produção, durou dois anos (2024-2026).

PASSADO E FUTURO – “Acho que o maior valor deste trabalho é mostrar, para quem viveu e não viveu o Salimp, a imensa importância que ele teve para a cultura – muito mais que apenas para a literatura – da cidade, da região tocantina e do estado do Maranhão. Era uma feira que reunia não só a venda de livros, mas também cinema, música, gincana cultural, gastronomia, artes plásticas, debate de ideias, encontros com autores nacionais e locais, em 10 dias que agitavam toda a cidade. E, vendo esses episódios, a gente se pergunta por que que tudo isso acabou”, afirma o professor e jornalista Marcos Fábio Belo Matos.
Para a professora e escritora Tereza Bom-Fim, que também é membro da Academia Imperatrizense de Letras, o Salão tem uma importância muito grande como formadora de leitores: “O Salão do Livro de Imperatriz, durante quase duas décadas, foi o responsável por arrebatar milhares de estudantes, professores, jovens e crianças para o mundo da leitura e das artes em geral, em nossa região tocantina, Imperatriz e seu entorno. O SALIMP foi um elo de Cultura, Ciência e Arte que reuniu anualmente (durante dez dias) os diversos setores da educação, incluindo as universidades. Enfim, vale ressaltar que a cidade tornou-se mais pobre culturalmente, com a ausência desse evento grandioso”, finaliza.
Desde 2022, quando foi feita a última edição, a Academia Imperatrizense de Letras, que é a organizadora do evento, vem tentando, sem sucesso, realizar um novo salão. Mas, como afirma a presidente da entidade, no episódio 5, é preciso que haja um esforço da Academia e dos entes públicos para que o Salão se realize.
A produtora cultural Núbia Carvalho, responsável pela elaboração do projeto e captação dos recursos para a realização do Salão, esclarece, também no episódio 5 da websérie, que os recursos que financiam o evento vêm da lei de incentivo estadual, que possibilita às empresas patrocinarem e terem renúncia fiscal, além de aportes diretamente do governo estadual e da prefeitura de Imperatriz.
Tereza Bom-Fim tem esperança de que o evento possa voltar: “Melhor coisa que pode acontecer?! Ressuscitar o nosso Patrimônio Cultural e Imaterial – O Salão do Livro de Imperatriz (SALIMP), para o bem de todos e felicidade geral dos imperatrizenses, dos amantes de livros e da cultura!”, conclama.