terça-feira, 26 de outubro de 2021

Espaço d@s estudantes – por Hérika Almeida #005

Publicado em 30 de janeiro de 2021, às 10:37
Anderson Andrade tem 36 anos e é acadêmico do 5º período de jornalismo na Universidade Estácio de Sá – Campus João Uchôa, no Rio de Janeiro. Há três anos, ele trabalha como Técnico em Enfermagem da Família, prestando serviço para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, pela AMIL. Nas horas vagas, costuma dançar, viajar, frequentar barzinhos com os amigos. Anderson admite a sua paixão pela natureza, por isso não desperdiça a oportunidade de curtir lugares calmos, praias, trilhas e cachoeiras. Hoje nos apresenta a sua história de vida e explica por que decidiu mudar de profissão. Leiam e se inspirem na crônica dele.
Foto: Autor

DE TÉCNICO EM ENFERMAGEM AO JORNALISMO.

Quando eu era criança, ia ao pediatra com mamãe e amava tudo o que ele fazia. Ao chegar em casa, eu brincava com meus primos onde o médico era eu e vestia sempre os blusões do meu saudoso avô para fingir ser jaleco de doutor. Queria ser médico ao crescer e isso eu dizia para todo mundo. Com o passar dos anos, durante a minha pré-adolescência, as coisas foram mudando e surgiu um novo amor: o mundo da televisão.

Queria agora ser apresentador de TV, igualzinho ao Silvio Santos, sabe? Cresci assistindo todo domingo o SBT na casa de vovó e até hoje tenho Silvio como um exemplo. A partir de então, comecei a brincar de apresentador, sozinho mesmo dentro do quarto onde os ursinhos de pelúcia e bonecas de minha irmã eram o auditório. Montava cenários com recortes de revistas e o microfone era o desodorante. A brincadeira sempre acontecia na casa de minha avó, pois lá era bem maior do que minha casa.

Porém, o sonho da TV foi ficando de lado aos poucos, à medida que fui ficando jovem… me diziam que seria muito difícil eu chegar a trabalhar na televisão. Engavetei essa vontade e desarquivei aquele velho sonho de criança que era ser médico (pediatra). Me senti perdido pois, como fazer medicina, se tudo era tão caro e na faculdade pública são sempre poucas vagas? Por causa disso, busquei algo mais próximo, cursei o ensino médio profissionalizante Técnico em Enfermagem e, assim, além de garantir uma profissão, fui me apaixonando a cada dia pela arte de cuidar.

Hoje, com meu próprio emprego, dinheiro e com a ajuda da minha terapeuta, resolvi tirar da gaveta aquele sonho antigo de algum dia trabalhar na TV. Por que não? Estamos em 2021 e as chances são muito maiores atualmente, em virtude da era digital. Amo as câmeras, amo falar, amo me comunicar, amo informar… enfim, não existe outra definição: é amor! Por isso, resolvi entrar de cabeça na faculdade de jornalismo. Muitos acham estranho, afinal, depois de tanto tempo trabalhando na área da saúde, escolher uma graduação de área tão oposta é loucura.

Mas é amor, gente! É paixão! Na graduação, acabei por conhecer tantas outras atuações bacanas além da TV: o rádio, jornal impresso, assessoria de imprensa… O importante é transmitir a informação. Acabei por gostar e me acostumar com a enfermagem, mas amo e tenho loucura mesmo é pela comunicação, pelo jornalismo. E, assim, continuo acreditando. Afinal, ainda terei sim, meu sonhado programa de auditório.

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