sábado, 7 de novembro de 2026

Poemas – Maria Isabela Reis

Publicado em 7 de novembro de 2026, às 0:26

RENASCIMENTO

E se seus pés estiverem longe da margem e você não sentir mais a areia,

irei até teu encontro e te salvarei desse mar revolto que habita em seu coração.

E a margem não será mais tão distante aos seus olhos,

porque eu te levarei até lá.

ALMA BONITA

E eu consigo te despir sem ao menos te tocar.

O meu olhar atravessa tua pele,

esquadrinho sua alma bonita e me entrego aos teus encantos.

Somente nós, e o mundo se torna insignificante.

Teu corpo esculpido por Afrodite.

Estava perdida em meus pensamentos mais profundos

e agora me perco em teu corpo nu

e faço juras de amor que apenas com a imortalidade poderei cumprir todas.

LABIRINTO

Rasgo a minha alma com palavras bonitas,

estando em um colapso mental,

e me perco veementemente naquilo que escrevo.

Me pergunto sobre o amor, sobre minhas paixões, sobre os meus medos e

segredos que guardo a sete chaves

e não encontro respostas concretas.

Quero tudo com urgência, como se fosse mortal.

Me lembro subitamente que sou imortal em uma vida que acho pequena demais.

Sou caos absoluto e uma bela melodia de alguma música do Cazuza

e choro por sentir mais do que deveria.

Sentimentos demais para uma alma que não é infinita.

Sou imortal em meio às mortalidades banais deste mundo.

ESTRELAS

E quando você olhar para o céu e pensar que as estrelas morreram, lembre-se

de que é apenas uma fase, e eu estarei em alguma parte desse mundo, torcendo

para que tudo fique bem.

TERRAS RARAS

Nossas terras raras. Querem roubar nossas terras?

Quem quer roubar nossas terras?

Os mesmos que roubaram nossos irmãos africanos e levaram tudo:

nossas terras, nosso povo.

Resistência e soberania: só assim não roubarão nossas terras.

SOBRE A AUTORA – Maria Isabela Reis nasceu em Imperatriz, Maranhão, no dia 11 de setembro de 2005. Descobriu sua paixão pela poesia aos 16 anos e, desde então, vem tecendo versos que unem sensibilidade e reflexão. Atualmente é acadêmica de Direito, pesquisadora sociojurídica, escritora e imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de João Lisboa (ACLAJOL), ocupando a Cadeira nº 8.

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