Com cinco episódios, produção recupera memórias, bastidores e a trajetória de um dos eventos literários mais marcantes da Região Tocantina.

Por quase duas décadas, o Salão do Livro de Imperatriz (Salimp) reuniu livreiros de diferentes partes do Brasil, escritores, estudantes e leitores de toda a Região Tocantina. Essa trajetória, construída ao longo de 19 edições e interrompida há quatro anos, é resgatada pela série documental “Salimp: entre páginas e histórias”, que reúne relatos, bastidores e memórias de quem ajudou a construir e vivenciou o evento.
A produção será lançada nesta quinta-feira (8), às 19h, na Academia Imperatrizense de Letras. Durante o lançamento, o público poderá assistir à série completa, formada por cinco episódios que, juntos, somam 65 minutos. Posteriormente, o conteúdo também ficará disponível no YouTube.
“Salimp: entre páginas e histórias” percorre a trajetória do salão desde seu surgimento, recuperando as motivações que levaram à criação do evento e o alcance conquistado ao longo dos anos. A produção também apresenta bastidores e reúne memórias afetivas e profissionais de pessoas que participaram de diferentes momentos dessa história.
Ao longo de suas edições, o Salimp recebeu grandes nomes da literatura e abriu espaço para autores da região, contribuindo também para o surgimento e a formação de novos escritores. A presença de estudantes, leitores, livreiros e diferentes agentes culturais fez do salão um espaço de encontro em torno do livro e da literatura na Região Tocantina.

cultural e literária do Salimp ao longo de quase duas décadas. (Divulgação)
Uma pergunta que deu origem à série
A investigação que resultou em “Salimp: entre páginas e histórias” começou em 2024. Naquele momento, o Salimp chegava ao segundo ano consecutivo sem ser realizado. A ausência de um evento que durante anos integrou o calendário cultural de Imperatriz despertou a pergunta que deu origem ao projeto: “Por que o Salimp deixou de acontecer?”
Dois anos depois, no lançamento da série, o intervalo chega a quatro anos. Para a jornalista Daniela Souza, idealizadora e diretora da produção, o questionamento permanece presente entre as pessoas que acompanharam a trajetória do salão.
“Todos os anos fazemos a mesma pergunta sobre o evento: vai ter Salimp?”, destaca Daniela.
A partir desse questionamento, a série recupera a dimensão alcançada pelo Salimp por meio das histórias de quem esteve ligado ao evento. Os relatos passam pela experiência profissional de quem participou de sua realização e pelas memórias de pessoas que encontraram no salão um espaço de aproximação com livros, escritores e diferentes manifestações culturais.

ajudam a contar a trajetória do Salimp em Imperatriz. (Divulgação)
Entre páginas, bastidores e memórias
A série foi construída por uma equipe de sete profissionais, envolvendo cinegrafista, editor de vídeo, social media, jornalistas, roteiristas e escritor. O trabalho reúne depoimentos e registros que ajudam a reconstruir diferentes momentos das 19 edições do Salimp.
Além da dimensão histórica, os cinco episódios apresentam experiências pessoais e profissionais relacionadas ao evento. A proposta é permitir que quem viveu o Salimp reencontre parte dessa memória e, ao mesmo tempo, apresentar essa trajetória às novas gerações.
O lançamento na Academia Imperatrizense de Letras marca a primeira exibição integral de “Salimp: entre páginas e histórias”. Depois da estreia, a série será disponibilizada no YouTube, ampliando o acesso ao documentário e mantendo viva a discussão que motivou sua produção.
SERVIÇO
O quê: lançamento da série documental “Salimp: entre páginas e histórias”
Quando: quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Horário: 19h
Onde: Academia Imperatrizense de Letras
Exibição: cinco episódios, com duração total de 65 minutos
Disponibilização posterior: YouTube