sexta-feira, 31 de maio de 2024

Brutal Romantic: um álbum a frente de seu tempo

Publicado em 4 de março de 2022, às 9:53
Imagem cedida pelo autor

Muitos de vocês não conhecem, mas hoje venha falar sobre uma cantora neozelandesa chamada Brooke Gabrielle Fraser Ligertwood mais conhecida como Brooke Fraser e neste artigo vamos discutir algumas perspectivas sobre o seu quarto álbum de estúdio, o Brutal Romantic, lançado lá em 2014. Antigo? Para o mainstreaming sim, mas na minha visão este é um trabalho sólido, autêntico e que não teve o seu devido reconhecimento na época. É a “era” brutal de Brooke, que por muitos anos foi apenas mais uma cantora de folk gospel.

As músicas

A faixa Psychosocial foi a escolhida para introduzir a nova sonoridade de Brooke. Além de ser carregada de um eletrônico mais bem definido, esta música fala sobre os perigos das mídias sociais e da adoração aos “novos ídolos”, que são as pessoas famosas.

O clipe, no entanto, dividiu opiniões. Nele a cantora veste preto em um cenário todo cinza, como uma estética que remonta a Grécia Antiga. Para captar a mensagem, é preciso ter um olhar atento. E todo o álbum segue em uma ruptura entre a antiga e a nova Brooke. 

As faixas Bloodrush, Thunder, Je suis prêt, e Start a War trazem consigo uma atmosfera mais densa, com letras que variam entre relacionamentos em crise,  motivação para seguir em frente diante da “guerra” e algo que soa como aceitar um desafio tendo a certeza que irá vencê-lo.

Em Kings and Queens Brooke explora, tanto na música, quanto no clipe (lindo por sinal) a jornada que todos nós temos que enfrentar na vida e que mesmo sem energia, devemos seguir no sonho. 

Magical Machine desvenda a sua face mais apaixonada. A música é sobre o amor explosivo que sentimento quando estamos perto de quem amamos. E ah, tem clipe também! NASA, vem aqui!

Brutal Romance é uma música digna de um filme épico. Com uma letra que fala sobre arte, sacrifício e eras anteriores a nossa, Brooke mostra toda a sua grandeza como compositora e sim, uma boa contadora de histórias.

New Histories e New Year’s Eves são de doer na alma! Aqui, a tristeza e as desilusões da vida são o foco principal, como sentimentos presentes na natureza humana.

“Eu acho que ao se ouvir meu novo CD pela primeira vez as pessoas podem sentir que “Brutal Romantic” é uma mudança drástica. Eu acredito que na medida em que se cresce com as pessoas e elas passam a te ouvir mais e em outras vezes, elas conseguirão perceber o mesmo DNA nas canções. E encontrarão no álbum o meu coração, a minha criatividade, e a minha imaginação, a única diferença é que estou usando uma roupagem sonora diferente.” – declarou Brooke Fraser em uma entrevista concedida ao NZ HERALD.

O passado não define o futuro

A verdade é que Brooke Fraser é uma artista complexa, que não se limita. Brutal Romantic foi a prova de que ela pode caminhar em diferentes direções e ainda se manter coerente com sua fé e posicionamentos sobre a arte. E caso você não saiba, ela é integrante do Hillsong Worship e dona de grandes sucessos como Hosana e What a Beautiful Name, e no mês passado, dia 25 de fevereiro de 2022, lançou SEVEN, seu novo álbum gospel já assinando como Brooke Ligertwood.

Mas, apesar do tempo ter passado, esse disco continua pulsante. Algo de extrema criatividade e não muito bem recepcionado na época do seu lançamento. Ele carrega um cinismo e mensagens impactantes, de sentimentos humanos que não queremos sentir.

Por fim, a capa do álbum expressa isso: são duas mulheres lutando, que Brooke bem explicou ser a luta contra ela mesma.

Imagem cedida pelo autor

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