terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Mudar é preciso

Publicado em 13 de dezembro de 2021, às 17:16
Como repensar as pessoas em um mercado de tecnologias? Como repensar o trabalho do futuro ou futuro do trabalho?
Fonte: Márcia Castelo Branco – Administradora de marketing, mestre em educação, professora, pesquisadora, escritora e membro da Academia Açailandense de Letras.
Imagem: Portal da Indústria

Mudar é preciso, estarmos preparados para lidar com a velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade? O momento em que estamos vivendo é algo surpreendente e sem precedentes o quanto mudamos na forma de comunicar, relacionar, produzir, consumir e se informar, podemos perceber isso em todas as esferas da sociedade no mundo do trabalho, no consumo e nos hábitos da população, novas formas de vida e comportamentos, as mudanças acontecem em tudo desde a simples decisão de pedir uma refeição, um transporte, fazer uma compra, uma transferência bancária ou realizar uma reunião pelo celular, até as grandes decisões como até mesmo mudar de profissão. Não é mais novidade que as novas tecnologias são responsáveis por tão profundas transformações na vida de todas as pessoas mundo a fora. A tecnologia e a inovação proporcionam a evolução e a revolução, o desafio é acompanhar o ritmo dessas transformações para não cair no desuso ou desatualização, e não ficar fora do novo contexto social.

Porém, as grandes transformações tecnológicas não são fatos recentes na história do homem, o mesmo é marcado por inúmeras transições ao longo dos tempos. Vamos voltar um pouco ao passado para entendermos o caminho que nos trouxe até aqui.

 A primeira revolução industrial corresponde a primeira e grande revolução na indústria que teve início na Europa em 1760 e que se espalhou pelo mundo, provocando profundas transformações comportamentais na sociedade e na economia, marcando a transição do sistema feudal para o sistema capitalista, um importante passo para o futuro. Já a Segunda Revolução Industrial iniciou-se na segunda metade do século XIX, entre 1850 e 1870, essa fase da Revolução Industrial representa o início de um novo período da industrialização, vivida inicialmente na Inglaterra, mas que se expandiu para outros países. Essa fase simboliza um novo estágio de desenvolvimento da civilização humana, as novas tecnologias e o surgimento de novas industrias proporcionava um novo cenário produtivo sem rupturas no crescimento e alcances dos processos de industrialização, foi na verdade a continuidade do processo de evolução da indústria, o que antes estava restrito apenas à Inglaterra, o aprimoramento de técnicas, os novos meios de produção e surgimento de novas máquinas, expandiu-se para outros países como Estados Unidos, França, Rússia, Japão e Alemanha.

Mais uma vez as tecnologias revolucionam os meios de produção em massa, as tecnologias utilizadas nessa época possibilitaram o crescimento e surgimento de várias industrias em vários seguimentos importantes como as indústrias elétricas, químicas e  siderúrgicas, foi também marcada pela expansão das ferrovias, o escoamento de bens de consumo, o aumento  do próprio consumo, a necessidade de novas relações de trabalho e também sociais, surgiu também a necessidade de rever os modos de produção industrial e o comportamento do trabalho, surgindo o termo racionalização do trabalho, que ficaram conhecidos como taylorismo e fordismo.

A Terceira Revolução Industrial iniciou-se a partir de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Essa fase também é chamada de Revolução Técnico-científica. Nesse período, houve um avanço tecnológico até então nunca vivenciado. O aprimoramento de técnicas abrangeu não só o processo produtivo, mas também alcançou o campo científico. Destacaram-se a robótica, a genética, as telecomunicações, dentre outros elementos representativos do período. (https://brasilescola.uol.com.br/)

Neste período é possível observar a presença acentuada das máquinas nos processos de produção que assumiram posição de destaque, na robótica, genética, informática, telecomunicações, eletrônica, entre outros. Os meios de produção foram profundamente transformados pela presença de máquinas mais eficientes, instrumentos mais precisos sistemas e robôs, os novos modelos de organização da indústria possibilitava o aumento de produção e dos lucros, além de reduzir custos de produção de mão de obra e redução no tempo de fabricação de produtos finais. Outro fator   importante nessa fase é o poder transformador das tecnologias de informação que começa a ganhar um espaço cada vez maior e mais rápido estimulando a interação entre as pessoas de todo o mundo, modificando as relações entre os povos, transformando assim as relações organizacionais e sociais.

A alta tecnologia possibilitou a criação de novos computadores e softwares associados ao desenvolvimento da internet. Surgiram computadores pessoais cada vez menores e mais eficientes. Surgiram também os chips e diversos outros produtos eletrônicos. (https://brasilescola.uol.com.br/)

Há um tempo falava-se em globalização, a quebra de barreiras entre países, um importante processo de expansão econômica, política e cultural a nível mundial, com foco na interação entre os países, um fenômeno capitalista que consistiu na mundialização do espaço econômico, desmistificando as barreiras migratórias entre os países proporcionando a integração dos mundos, um advento da terceira revolução industrial.

Chegamos na era digital, em que as informações acontecem de forma instantânea em uma velocidade nunca antes presenciada pela humanidade, a comunicação direta entre as pessoas, sem um limite de tempo ou espaço, chegamos em fim na Quarta revolução industrial e na indústria 4.0.

Por muito tempo questionávamos o temor do avanço tecnológico e seus efeitos na sociedade, não tínhamos noção de onde poderíamos chegar, o temor da substituição do homem pelas maquinas, o aumento da pobreza e do desemprego no mundo entre s outra preocupações, porém, o que podemos perceber é que houve uma integração entre o homem e a máquina, o capital humano e intelectual  ainda é o maior patrimônio das organizações, o ser humano dotado de conhecimento sempre será necessário para que tudo continuem funcionando perfeitamente na produção de qualquer produto ou serviço e na interface com as maquinas.

Como foi é possível observar na linda do tempo das três revoluções industriais que, suas implicações tecnológicas foram fundamentais para a evolução e revolução de tudo que envolve o progresso do homem, na indústria, na ciência, na astrologia, na relação com o meio, na forma de se comunicar e se relacionar entre se e no mundo do trabalho, todas as transformações contribuíram para o desenvolvimento social, cultural, político e econômico das nações. No entanto as transições não param e com o avanço das tecnologias essas mudanças ocorrem em um período em que não podemos comparar com o tempo de transições entre as primeiras revoluções industriais.

Hoje sem medo de errar podemos dizer que chegamos à 4ª Revolução industrial, a indústria 4.0 se apresenta descentralizando o controle de processos produtivos, os dispositivos inteligentes já são realidade nos processos de produção das indústrias, a inteligência artificial, a computação cognitiva a automatização, tudo isso abre caminho para a corrida da sobrevivência da indústria e das organizações é o caminho natural da competitividade em todos os setores da economia.

Indústria 4.0 é um conceito de indústria proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.( https://brazillab.org.br/noticias/programa-rumo-a-industria-4-0).

Essa nova era da indústria com fábricas inteligentes nos apresenta um período de grandes impactos em diversos setores do mercado, muitas mudanças ocorrerão na forma que os produtos serão produzidos ou manufaturados, isso implicará diretamente nas estruturas corporativas e no papel dos recursos humanos na indústria, essa realidade se aproxima cada vez mais de todos nós. No entanto a indústria 4.0 no Brasil segue em um lento avanço, como afirma Marcos Jorge, Secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), para o Jornal Valor econômico,” relata sobre a urgência de atualizar a indústria no Brasil que até o momento 5% das empresas brasileiras podem ser conceituadas como 4.0”. Marcos Jorge afirma que, a meta é aumentar esse índice para pelo menos 15% em até oito anos”.

Por outro lado, as tecnologias da informação e comunicação estão cada vez mais presentes nas organizações de uma forma geral, nos serviços do governo, na educação e nas mais simples atividades do dia a dia das pessoas.     A transformação digital acontece de forma ampla e necessária, rompendo paradigmas importantes na sociedade e no mundo do trabalho. Este é o memento de reinventar o papel de cada profissional no mercado de trabalho, e as palavras chaves são aprender, reinventar, romper as barreiras do aprender formar-se, reiniciar e iniciar novas habilidades.

Como repensar as pessoas neste cenário de tantas tecnologias? Porque as pessoas são tão importantes nas transformações do mundo?

São muitos os questionamentos em torno das grandes transformações causadas pelos avanços tecnológicos na sociedade moderna, o que posso dizer é que entendo que as pessoas são responsáveis por toda e qualquer transformação em seu meio e são elas  quem realizam as coisas, que transformam os recursos, que transformam sonhos em realidade, para que as tecnologias existam foi preciso que pessoas as estudassem as desenvolvessem, no entanto antes de qualquer ação transformadora   o homem precisou ir em busca do conhecimento, o conhecimento é a tecnologia base de todas as transformações na humanidade.

As tecnologias têm o poder de transformar tudo a nossa volta, e isso implica diretamente nas relações entre os indivíduos, nos hábitos na cultura e no comportamento social. No entanto é importante que nós não venhamos perder a capacidade de sermos humanos. Porque que estou falando isso? Porque diante a essa frenética transição onde a maior evidencia o maior destaque desse mundo são as tecnologias, mesmo assim, a maior capacidade, a mais louvável e prazerosa do ser humano é e sempre será o de ser mortal e de relacionar entre si, compartilhar momentos reais, presenciais etc. Isso ficou muito claro neste momento de distanciamento social, as TICs, são fascinantes hipnotizantes, envolventes e, diante desse novo mundo, no momento em que nos permitimos ser apenas seres conectados isso passa a ser perigoso e as tecnologias passam a ser uma ameaça para uma vida saldável isso em todos os aspectos, inclusive nas profissões na capacidade cognitiva física, mental e emocional, necessitamos do contato e de sermos sensíveis aos outros e não perdemos nossa própria essência.

Como repensar o trabalho do futuro ou futuro do trabalho?

Não apenas as pessoas, mas as empresas precisam repensar constantemente sua sobrevivência em um mercado acirrado e de elevados custos, neste momento é de investimento em inovações para se manter em um nível de competividade que garante essa sobrevivência no mercado.

Acredito que essa seja uma tarefa para todos os agentes da sociedade, investir em políticas de incentivos a pesquisas, ciência, educação e qualificação pode ser o caminho mais acertado para uma integração das tecnologias. Essa é uma realidade em vários países como: Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia, que, ao longo dos anos têm investido em inovações tecnológicas.

A economia a indústria os sistemas financeiros e a vida cotidiana neste momento passam por uma profunda transformação e readaptação, diante de toda essa possibilidade de recursos tecnológicos, é natural que as profissões e mão de obra também passe por essas mudanças, esse é o memento de buscar novos conhecimentos, aprimorar esse conhecimento e se desenvolver junto com o mundo, não deixar que essa revolução  venha paralisar seus sonhos diante do medo do mundo novo, avançar não será apenas uma missão da indústria ou do mercado mas uma missão de cada profissional do futuro.

É claro que os processos produtivos serão transformados pelas tecnologias assim como nossas vidas. A inteligência artificial e o Big Date, base da criação de dispositivos por exemplo, são realidades que já estão presentes em nosso cotidiano, são implementados no setor industrial e comercial facilitando todo o processo das cadeias produtivas. Essas inovações aplicadas a indústria proporcionam novas configurações aos sistemas de produção que passam a exigir cada vez mais qualificação em áreas especificas e isso abre uma nova demanda para novas profissões, ou as profissões do futuro. Neste novo paradigma industrial estabelece um cenário industrial totalmente automatizado, os processos de produção serão operados através de ferramentas como a computação em nuvem ou inteligência artificial ou internet das coisas, as quais são essenciais para o funcionamento dos sistemas Cyber-Físicos, que possibilita a esses sistemas tomar decisões de forma descentralizada, ou autônomas.

Essas tecnologias atingirão diversos seguimentos áreas como a de saúde, comunicação, tecnologia e meio ambiente passam a receber maior enfoque e, consequentemente, a demandarem maior procura das empresas por profissionais com formação especializadas e capazes de atender às exigências dessa nova racionalidade produtiva. Assim, a área da saúde, por exemplo, vem demandando profissionais — sejam eles médicos, enfermeiros, gestores ou colaboradores administrativos — que conheçam e estejam aptos a utilizarem novos sistemas automatizados e ferramentas tecnológicas do domínio clínico.  (Rogério Ramalho, https://www.impacta.com.br/).

O que fica claro para os profissionais do futuro é a ampla atuação de cada profissional, seus conhecimentos deixarão de ser limitados, os mesmos terão que dominar várias áreas de conhecimento incluindo as tecnologias que lhes possibilitará atender as necessidades das organizações e também das pessoas ou clientes finais. O profissional que não se dispor a ampliar sua área de conhecimento enfrentará dificuldades para se reencontrar no mercado de trabalho.

Isso já vem ocorrendo em vários seguimentos do mercado como no agronegócio que exige dos profissionais combinações que requer práticas sustentáveis, preservação, extrativismos, automação, tecnologias entre outras especificidades. Outro setor que podemos destacar amplos conhecimentos é o seguimento de comunicação, que busca por profissionais qualificados em gestão de tráfego de informação ou fluxo de informação digital em tempo real ou outros domínios como entretenimento, streaming, publicidade e recursos humanos, marketing de relacionamento digital etc.

São varias as demandas de novas profissões que irão surgir nos próximos cinco anos e que engloba vários domínios tecnológicos. A indústria 4.0 tende a crescer de forma significativa com o avanço da internet 5.G, uma vez que, os recursos computacionais são responsáveis por essa configuração produtiva.

As grandes indústrias o mercado, os sistemas financeiros e de ensino, a mobilidade, economia, ciência etc. Todos estão se adequando aos conceitos modernos de tecnologias, pois a competitividade será cada vez mais agressiva e veloz. Por esse motivo a tecnologia, não é algo que precisamos discutir como sendo um assunto do futuro, esse futuro já chegou, é um caminho sem volta, a indústria as empresas, o mercado e a sociedade já permeiam por esse caminho, não tem mais como retomar, o novo mundo é uma realidade que nos impõe transformações comportamentais e atitudinais.

 E você? Diante desse passo que o mundo deu, qual é o seu próximo passo?

Fontes:

https://canaltech.com.br
https://brazillab.org.br/
https://brasilescola.uol.com.br/

Jornal valor econômico

Uma resposta em “Mudar é preciso”

Diante de todas essas transformações sociais culturais e econômicas, visando uma substancial modificação para melhor na vida sociedades pela evolução patrimonial de cada indivíduo, empresa ou sociedade empresária, desenvolveu-se, aprimorou-se e tornou-se ciência o ofício de monitorar, acompanhar e assessorar a atividade produtiva de um, ainda que rudimentar e involuntariamente, assim se desenvolveu a contabilidade….

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