terça-feira, 26 de outubro de 2021

CANAL LUNA SOLIS 04: OS ARQUÉTIPOS DE PERSONAGENS MASCULINOS NA LITERATURA

Publicado em 30 de setembro de 2021, às 8:39
Laura Zacca: Jornalista formada pela UFMA, apresentadora, roteirista e editora do Canal Luna Solis, e escritora da história “A Piromante de Lumiére”. Instagram: @laura_zacca95 ; Twitter: @laura_zacca Instagram literário: @apiromante_lumiere ; Twitter: @CassidyIvy – Artemisa Lopes: Jornalista formada pela UFMA, apresentadora, roteirista e editora do Canal Luna Solis, e escritora da história “Território de Fúria”. Redes Sociais: Instagram pessoal: @artemisalopes_ ; Twitter: @artemisalopes_ Instagram literário: @allmasobscuras ; Twitter: @allmasobscuras
Imagem fornecida pelas autoras

Se as personagens femininas estão passando por diversas mudanças nas histórias, isso também acontece com os personagens masculinos. Sejam eles os protagonistas, pares românticos ou personagens secundários, alguns estereótipos masculinos também podem passar por mudanças e evoluções em suas narrativas.

Um estereótipo comum na literatura de época é a do “libertino reformulado pela força do amor”. A maioria dos personagens masculinos nas histórias de época sempre começam a narrativa como libertinos e que pela força do destino precisam casar e eventualmente se apaixonam por suas esposas e consequentemente abandonam as amantes e viram maridos fiéis e exemplares. Entre os exemplos famosos recentes temos Simon Basset, o duque de Hastings, e seu melhor amigo Anthony Bridgerton, o visconde Bridgerton, ambos personagens da série literária “Os Bridgertons”, que foi recentemente adaptada pela Netflix com o título “Bridgerton”. Os dois personagens da autora Julia Quinn, começam a narrativa sendo apresentados nos jornais pela colunista Lady Whistledown como: “os libertinos mais famosos de Londres”. Ambos são forçados a casar e prometem não se apaixonar pelas esposas, mas é justamente o que acontece e eles se apaixonam perdidamente.

Outro perfil muito recorrente na literatura de época é o do “cavalheiro”, sempre muito educado e culto, com ideais nobres e honrados e sempre disposto a salvar a mocinha. Sendo a autora Jane Austen a precursora desse arquétipo, ela deu início a criação de personagens como o Mr. Darcy, de “Orgulho e Preconceito”, considerado até hoje um modelo para inspiração desse tipo de personagem. Um exemplo mais recente, temos o protagonista Maxon Schreave da saga “A Seleção”, na qual a autora Kiera Cass trouxe um príncipe com essa característica em uma narrativa distópica que traz a monarquia como cenário. Representando bem o estereótipo de “cavalheiro”, Maxon é literalmente o príncipe de seu país e foi capaz até mesmo de arriscar sua própria vida para salvar América, como pode ser visto no final de “A Elite”, segundo livro da saga, quando o príncipe leva chicotadas do pai para que América não recebesse a punição. 

Talvez um dos perfis favoritos entre muitas leitoras por aí, os chamados “bad boys”, logo chamam a atenção por seu jeito debochado, sarcástico e despretensioso de ser, muitas vezes utilizando disso como uma máscara para disfarçar algo sombrio de seu passado conturbado, são personagens que não ligam para regras e figuras de poder e fazem o que querem. Um personagem que sempre tem uma frase de efeito na ponta língua e sempre com seu jeito sarcástico é Jace Wayland (que muda de sobrenome a cada livro) da saga “Instrumentos Mortais”, da autora Cassandra Clare. No decorrer dos livros, descobrimos que a razão do seu comportamento é devido a sua relação conturbada com seu “pai adotivo”, que por acaso é também o vilão da saga. Outro personagem desse tipo é o par romântico da protagonista da “Saga Lux”, o alienígena Daemon Black, da autora Jennifer L. Armentrout, um “bad boy” nato que não perde uma oportunidade de irritar seu interesse romântico, Katy, com piadas sempre que pode. Apesar de sua aversão aos humanos no início, ele acaba se apaixonando por Katy e decidindo até mesmo lutar contra sua própria espécie por ela.

Muito populares nas histórias de fantasia, o arquétipo do “guerreiro”, costuma ser aquele personagem que mais se destaca por suas habilidades de luta. Eles podem transitar entre outros arquétipos, como os “bad boys”, os “cavalheiros” ou os “heróis nobres”. Dentre eles podemos destacar Tobias Eaton, mais conhecido como Quatro, da saga “Divergente”, da autora Veronica Roth. Tobias é descrito como o soldado mais habilidoso da facção da Audácia (responsável pela segurança da Chicago futurista), tanto que seu apelido “Quatro” se deve ao seu recorde de possuir apenas quatro medos. Outro personagem conhecido dentro da própria narrativa como o mais talentoso guerreiro entre os Guardiões dhampir é Dimitri Belikov da saga “Academia de Vampiros”, da autora Richelle Mead. 

Um dos arquétipos mais complexos e que não envolve somente boas habilidades, é o do “herói nobre” que basicamente engloba as categorias “guerreiro”, “cavalheiro” e “bad boys” em um só perfil. O que o diferencia dos outros arquétipos é o fato desses personagens terem poderes e costumam passar pelo processo da “Jornada do Herói” e dentro de suas narrativas eles são elevados ao título de “os escolhidos”. 

Dois representantes do estereótipo do “herói” que são muito famosos na cultura pop são Harry Potter e Percy Jackson. Harry já inicia sua trajetória heróica ainda criança, sendo uma celebridade no mundo bruxo como “o-menino-que-sobreviveu”, tendo derrotado Lord Voldemort, o maior bruxo das trevas que já existiu. No decorrer da saga, o jovem bruxo aprende e evolui suas habilidades a fim de derrotar Voldemort, uma vez que ele é literalmente “O Eleito” para pôr fim ao reinado de terror do vilão. Harry é um personagem sarcástico, que não respeita as regras e que não leva desaforo para casa, e isso sempre o coloca no centro de alguma confusão, se enquadrando no perfil de “bad boy”. Harry também possui características do “cavalheiro“, uma vez que ele foi colocado na Grifinória, a casa dos “nobres e corajosos”, qualidades muito presentes neste arquétipo. Além disso, por ser “O Eleito”, Harry precisa aprender a lutar e se defender, e à medida que os livros avançam ele vai se tornando um bruxo proeminente em duelos, caraterística típica do “guerreiro”.

O protagonista da saga “Os Olimpianos”, do autor Rick Riordan, é literalmente um herói completo, sendo filho legítimo de um deus grego. Mesmo desconhecendo suas origens por algum tempo, assim que descobre ser filho de Poseidon, o deus dos mares, Percy passa por seu processo de evolução para se tornar um herói quando ele é acusado de roubar o raio-mestre de Zeus, dando início a sua trajetória heróica e mais tarde descobrindo que ele é o centro de uma profecia que pode salvar ou destruir o mundo. Sendo filho de um dos “Três Grandes Deuses” ele é automaticamente o “guerreiro” mais poderoso entre os demais semideuses. Não somente por seus poderes, Percy também é um herói por sua personalidade nobre e gentil, graças à sua mãe, o que o faz se enquadrar no arquétipo do “cavalheiro” também. Além disso, Percy é um personagem bastante sarcástico, característica que pode ser notada ao longo dos livros, uma vez que a escrita de Rick Riordan em 1° pessoa deixa bastante nítida essa parte da sua personalidade. Mesmo sendo um herói por si só, isso não o impede de ser rebelde, sarcástico e desobedecer regras, e de desafiar até mesmo os próprios deuses, características típicas do arquétipo do “bad boy”.

Cercado de polêmicas, o perfil do personagem “stalker” (ou “perseguidor”, em português), começou timidamente com o sucesso da saga “Crepúsculo”, da autora Stephenie Meyer. Mesmo não sendo um estereótipo abertamente discutido na época do seu auge, o personagem principal hoje é considerado problemático por muitos leitores. O vampiro Edward Cullen se vê perdidamente apaixonado pela protagonista Bella Swan, ao mesmo tempo que deseja matá-la e luta contra seu instinto predador e sua sede de sangue. Edward, porém, começa a ter atitudes questionáveis depois que se apaixona, chegando a seguir Bella na intenção de mantê-la segura. Ele chega a entrar no quarto dela para vê-la dormir, chegando até a proibi-la de ter certas amizades e até mesmo usando seu poder de ler mentes para vigiá-la.

Literalmente inspirado no vampiro de Meyer, “Christian Grey” personifica um stalker mais aprofundado e bastante problemático. Sendo voltado para um público mais adulto, o personagem de E. L. James de “Cinquenta Tons de Cinza” traz à tona um exemplo de um stalker que prende a protagonista Anastasia a um relacionamento tóxico e abusivo, chegando a romantizar esse perfil masculino e passar a ideia de que é um relacionamento aceitável. Christian fica obcecado com Anastasia, a ponto de persegui-la no trabalho, rastrear seu telefone e até tirar sua virgindade ao achar que isso é um “problema” para seus propósitos. Ele também tenta forçá-la a assinar um “contrato sexual”, que lhe dá total liberdade de interferir em quaisquer aspectos da vida dela. O personagem controla o ambiente de trabalho de Anastasia, controla o que ela come e até mesmo as medidas contraceptivas que Anastasia deve tomar.

Outro estereótipo que conquista o coração de muitas leitoras é o perfil do “vilão que se apaixona pela mocinha”, o que os faz se transformarem de vilões para anti-heróis à medida que a história avança. Considerado por muitos como um dos favoritos atualmente, esse tipo de personagem masculino costuma surpreender por se apaixonar, pois geralmente esses personagens possuem índole duvidosa e propósitos questionáveis. Eles costumam começar a trama geralmente tentando fazer algo contra a mocinha, mas que ao se apaixonar, abandona suas convicções e passa a proteger a protagonista ou até mesmo mudar de lado.

A trama angelical de Becca Fitzpatrick, da quadrilogia “Sussurro”, traz o personagem Patch Cipriano, um anjo caído que tenta matar a protagonista Nora Grey a fim de conseguir um corpo humano. Quando Nora começa a ser perseguida por alguém misterioso, todas as pistas apontam para Patch, e só no fim da trama descobrimos seus planos, os quais ele abandona após se apaixonar por ela, e é revelado que outro personagem era o verdadeiro vilão.

Na trilogia “Não Pare”, da autora brasileira FML Pepper, temos um personagem que é literalmente o vilão da história. Richard de Thron é a Morte em si, e está atrás da protagonista Nina para matá-la. A partir do momento que ele descobre que se apaixonou por ela, ele se vê bastante dividido entre sua missão de eliminá-la e ao mesmo tempo poupar sua vida, enquanto precisa lidar com seus sentimentos e as demais “Mortes” que vêm atrás dela.

Enquanto alguns começam a trama como vilões e à medida que se apaixonam, se transformam em anti-heróis. Em alguns casos, os personagens já iniciam sua trajetória como “anti-heróis”, transitando entre os arquétipos de herói e vilão, pois em suas primeiras aparições, não fica muito claro a princípio quais são suas reais intenções. Um bom exemplo é o personagem Rhysand, da saga popularmente conhecida como “Acotar”, da autora Sarah J. Maas. Durante o primeiro livro, Rhysand se apresenta como um feérico suspeito aos olhos de Feyre, a protagonista, uma vez que suas atitudes variam entre ajudar em determinados momentos e ter comportamentos questionáveis em outros. Suas reais intenções e propósitos só são explicados no segundo livro, que é quando Feyre percebe seus motivos para fazer tudo o que fazia e o porquê.

Todos esses estereótipos são recorrentes dentro da literatura e muitas vezes idealizados no imaginário feminino como um perfil ideal de um par romântico, o que em alguns casos pode ser um parâmetro irreal, o que pode trazer à tona perspectivas frustrantes e prejudiciais em futuros relacionamentos. Romantizar personagens como o “stalker”, o “bad boy”, o “libertino que se reformula” e o “vilão que se apaixona” traz modelos errôneos da realidade, já que o “bad boy” ou o “libertino” raramente vão se reformular, enquanto o “stalker” e o “vilão que se apaixona” trazem romances problemáticos em que romantizam o relacionamento abusivo. 

Embora alguns desses tipos de personagens masculinos estejam sendo abordados de uma forma diferente nos dias de hoje, trabalhando também esses arquétipos masculinos para mudar a percepção sobre os mesmos, deve-se sempre observar que a ficção vai sempre trazer algum aspecto da realidade e ela também serve para debater temas sociais, o que inclui a maneira como os personagens masculinos são vistos e retratados, se adaptando aos tempos modernos e se distanciando cada vez mais dos estereótipos que fujam do machismo e da masculinidade frágil.

O personagem masculino deve ser abordado com o cuidado de não romantizar comportamentos abusivos, deixando bem claro quando uma atitude foi abusiva e tratando-a como algo a não ser almejado, ao mesmo tempo que o personagem não deve ser idealizado e perfeito demais. O personagem precisa ser real dentro de suas limitações como um ser humano que possui defeitos.

Dicas para criar um personagem masculino:

  • Fuja do machismo e da masculinidade frágil! Um homem pode chorar, se emocionar, ter seus momentos de fraqueza e ser romântico. Isso não o faz ser menos homem!
  • Não romantize relacionamento abusivo! Trate o abuso como se deve: como sendo um abuso!
  • Ninguém é perfeito, e os heróis também! Defeitos e qualidades devem vir juntos, na mesma proporção.
  • Você pode inovar mesmo em uma história de época! Que tal um personagem masculino que não seja um libertino ou cavalheiro?
  • Se o personagem masculino tem um trauma no passado, isso deve ser tratado e explorado na história que faça sentido com suas atitudes e seu comportamento!
  • Lembre-se: uma atitude ruim não tem justificativa! Isso deve ficar claro dentro da história e fazer sentido na vida real. Pergunte a si mesmo: você perdoaria essa atitude?

Os personagens masculinos de “Território de Fúria”:

Por: Artemisa Lopes

A protagonista Valerie se envolve com alguns romances e se depara com alguns personagens masculinos durante a história. Em algum momento do início de sua juventude, ela conheceu Declan em uma noite no Cisne Negro, bar o qual ela trabalha, e ele a convidou para ingressar com ele no treinamento de agentes do governo de Valine. Eles iniciam então um namoro que ia bem pelo menos até o início da história, e Declan parece a princípio ser um rapaz que soube enxergar em Valerie suas habilidades, mas devido a seu histórico trágico com os mentalistas, ele começou a colocar o que ele considerava como “princípios” no meio do relacionamento, o que acabou fazendo com que eles se afastassem e Declan se tornasse um personagem que iria representar um obstáculo futuro para a protagonista, passando a ter comportamentos de um “stalker”.

Um dos primeiros contatos que ela tem do mundo dos mentalistas é através do personagem Cade, melhor amigo de Aidas, a vítima que é assassinada na frente de Valerie. Cade a princípio se enquadraria nos arquétipos do “cavalheiro” e do “guerreiro” por se mostrar muito responsável e determinado a encontrar o culpado a qualquer custo. Mesmo após se envolver com a garota, a qual ele começa a nutrir sentimentos mesmo desprezando os humanos, ele aos poucos vai se mostrando mais um “bad boy” vilanesco, capaz até mesmo de mudar de lado se for preciso.

Talvez um dos personagens mais curiosos que aparecem em “Território de Fúria”, Roman possui todas as características de um “bad boy” sem sentimentos, o extremo oposto de Cade. Ele demonstra interesse na protagonista inicialmente apenas para irritar seu rival, Cade, uma vez que ambos possuem um histórico de inimizade. Ele parece muito suspeito a princípio, chegando a desprezar até mesmo a morte de Aidas, a vítima, e só passa a se interessar pelo caso depois que seu amigo, Caleb, é atacado, demonstrando características de um antagonista. Quando ele percebe que o caos é mais sério do que ele pensava, ele passa a conhecer Valerie melhor e é quando sua máscara cai e ele passa a ter características tanto de um “guerreiro” e até mesmo de “herói“.

Atrelados a Roman, estão seus dois melhores amigos, Caleb e Nolan. O trio de amigos são bem diferentes entre si e a amizade deles passa por diversas turbulências principalmente devido ao fato de Roman ser membro de um importante clã mentalista, enquanto Caleb é um gângster mestiço que não é visto com bons olhos, e Nolan é um “bom garoto” que virou as costas para sua família. Por ter metade de sangue mortal, Caleb cresceu aprendendo a ser tratado como inferior, o que o fez incorporar algumas características do “bad boy” por pura proteção. Diferente de Roman, ele nunca pôde contar com nenhum privilégio que lhe trouxesse algum conforto. Nolan foi de certa forma adotado pelo clã de Roman após rejeitar as ideologias políticas de sua família. Por ser muito estudioso e educado, Nolan pode ser enquadrado no estereótipo do “cavalheiro”, principalmente pelo fato de ele ser um dos únicos a não tratar Valerie com desdém.

Quer saber mais sobre “Território de Fúria”? O link da história está logo abaixo: 

https://www.wattpad.com/myworks/275497497-territ%C3%B3rio-de-f%C3%BAria

Os personagens masculinos em “A Piromante de Lumiére” e “Pyles Tou Chrónous”:

Por: Laura Zacca

Segundo a profecia que cerca a protagonista de “A piromante de Lumiére”, Kimberly Cassidy terá cinco amores durante sua vida imortal, dois deles já tendo sido apresentados na saga de livros que narra as aventuras da mestiça de fênix e humana. 

O primeiro desses amores sendo apresentado na figura controversa de Demétrius Argent, uma fênix que trabalha para o “Deus dos Mortos”, Lorde Hades, e que é o principal motivo pelo qual Kim agora é órfã e imortal. Demétrius se enquadra no papel de “vilão que se apaixona pela mocinha”, mas não se engane, em “A Piromante de Lumiére” o relacionamento dele e Kimberly é tratado tal como ele é: um abuso.

Demétrius Argent embora a princípio pareça um “cavalheiro” com alguns trejeitos de “bad boy” que fascinam os leitores, ele pouco a pouco vai revelando sua verdadeira face até sua farsa cair por terra e Kimberly, e os leitores, descobrem que Demétrius é o responsável pela morte dos pais de Kim. Após a revelação, Demétrius mata Kim na intenção de fazê-la renascer como um bebê e moldar sua nova vida para fazê-la amá-lo. Seu plano não sai como gostaria já que a mestiça nasce uma mulher adulta, mas para sua sorte Kim renasce sem memórias. A partir daí ele inventa que os dois eram namorados na vida passada da mestiça e passa a manipulá-la. 

O segundo amor de Kim aparece durante a continuação do livro “A Piromante de Lumiére”, que narra as aventuras de Kim em outro universo na história de “Pyles Tou Chrónous”, uma narrativa em estilo RPG em que vários autores se unem para dar vida a seus personagens. No fim de “A Piromante de Lumiére”, Demétrius é “sequestrado” por Lorde Hades para forçar Kim a se tornar uma de suas Agentes do Inferno, Kimberly ainda sem saber que Demétrius é um vilão e está apaixonada aceita a proposta de Lorde Hades e o deus então a envia para o planeta Nova, na dimensão de Unveta, onde ela faz novos inimigos, novas amizades e até encontra novos amores.

A dimensão de Unveta e seu planeta Nova, que é o principal palco de “Pyles Tou Chrónous” são criações do autor Joaquim Rodrigues, que escreve sob o nome de “Professor Kurousagi”, ele é também o responsável pela criação do personagem Almira McArthur, que eventualmente se envolve brevemente com a fênix Kimberly Cassidy.

Almira McArthur é o líder da “Alegre Comitiva do Bardo”, grupo de heróis e vilões que foram reunidos por Almira após o mesmo colocar uma bomba na cabeça de cada um e ameaçar explodi-las com uma canção caso o grupo não faça o que o bardo quer. O motivo dele fazer isso? Um perigoso prisioneiro que é capaz de manipular o Tempo e a Realidade escapou da prisão de Pyles Tou Chrónous e precisa ser detido não importa quais forem os meios.

Sendo um clássico “anti-herói”, Almira faz o que for preciso para que seus objetivos sejam realizados, mesmo que para isso ele precise ter atitudes pouco nobres e honradas. Ele começa a narrativa de “Pyles Tou Chrónous” como o algoz de Kim, já que ele coloca uma bomba em sua cabeça e a força a fazer parte do grupo. Embora Kimberly seja imortal, ela aceita a situação visto que a missão de Almira é a mesma que Lorde Hades deu à ela e o bardo parece ser poderoso o suficiente para contê-la caso ela fique fora de controle e assim o grupo ficará protegido de seu lado monstruoso, e assim ambos iniciam uma parceria improvável, mas que com o tempo se prova confiável.

Durante a jornada em Nova, Kim perde a memória outra vez e ao invés de manipulá-la, como fez Demétrius, Almira cumpre sua promessa de ajudá-la caso a situação se apresentasse, lhe entrega seu diário que ela havia confiado à ele por segurança e ele conta a verdade à ela, inclusive a parte em que ele a fez prisioneira junto aos demais do grupo. Quando perigos se apresentam, Almira não pensa duas vezes antes de arriscar sua vida para salvar Kim, mesmo sabendo que ela é imortal, pois ele prometeu protegê-la de seu lado selvagem e impedir que o instinto de sobrevivência da fênix a tornem um monstro.

O bardo começa como “anti-herói” e permanece até o fim nesse perfil, embora vamos conhecendo seu passado e os motivos que o levaram a se tornar o que é atualmente. O relacionamento de Almira e Kim é breve e interrompido antes que possa se transformar em algo a mais, mas foi profundo o suficiente para fazer Kim questionar o “amor” que sente por Demétrius. 

De acordo com a profecia Kim ainda se apaixonará mais outras três vezes durante sua jornada, seja com homens ou mulheres, mas enquanto isso não acontece vamos analisar alguns outros personagens masculinos de destaque na trama de “A Piromante de Lumiére”: Simon Cárter, o melhor amigo de Kim que apesar de na infância ter ideias conservadoras e machistas, se enquadra no perfil de “cavalheiro” visto que com o tempo ele desenvolveu ideais nobres e honrados; Ryan Midnight, o semideus e feiticeiro que está caçando Kim e se encaixa perfeitamente no perfil de “anti-herói” ao oscilar entre “vilão e herói”; Kieran Shadoworld o misterioso Príncipe do Inferno, se mostrando tão egocêntrico quanto seu próprio pai, Lorde Hades, por sua posição na hierarquia do Inferno ele pode se encaixar no perfil do “cavalheiro”, mas sua personalidade arrogante, taciturna e sarcástica o melhor o enquadraria no arquétipo do “bad boy”; e não podemos esquecer dos dragões Shaw Ngai e Noah Harris que se tornam tutores de Kim e seus perfis não poderiam ser outros além da de “cavalheiro” visto que a principal essência de um dragão é a sua “honra”, além disso os dois também se enquadram no estereótipo do “guerreiro”.

Quer saber mais sobre essas histórias? Os links estão logo abaixo:

Link de “A Piromante de Lumiére”: 

https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-piromante-de-lumiere-5829691

Link de “Pyles Tou Chrónous”:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/by–pyles-tou-chronous-5689802

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