sexta-feira, 22 de outubro de 2021

2021 chegou e… nada mudou

Publicado em 7 de janeiro de 2021, às 12:27

Hyana Reis – jornalista

Imagem: Unsplash

Finalmente 2020 acabou. Sobrevivemos a um dos piores anos da história da humanidade. O que é um grande feito, diferente das mais de 1,1 milhões de pessoas que, infelizmente, não viram a chegada de 2021. Mas, ao contrário do que sonhamos, a pandemia não acabou magicamente à meia-noite do dia 31 de dezembro.

Janeiro chegou e com ele um novo ano. Mas apesar do comportamento e da crença de boa parte dos brasileiros, ainda não saímos da pandemia. Pelo contrário, as aglomerações das festas de fim de ano trazem suas consequências e assistimos nos noticiários números que apontam que o país sofre com um aumento assustador de casos.

2021 chegou mas nada mudou. Enquanto países da Europa, da América do Norte e a nossa vizinha Argentina iniciam a imunização da população, o Brasil segue atrasado e sem nenhuma expectativa de data para a vacinação. Sofremos e morremos com uma doença que já tem cura.

Uma doença que causa muito mais que mortes, dor, sequelas e ocupação de leitos (como se já não fosse suficiente). Mas que também ataca a nossa economia, os empregos e a nossa saúde mental, cumprindo seu papel de vírus, se espalhando por diversas partes do sistema que forma a nossa sociedade.

Talvez muitos digam que já estão cansados de ouvir falar da pandemia e suas consequências. Mas enquanto ela existir e os brasileiros teimarem em agir como se 2021 tivesse trazido a cura mágica da doença, mais nós, comunicadores, temos a missão de cansar os cidadãos com números, informações e alertas.

Foi com espanto que notei neste fim de ano diversas mensagens questionando se saímos melhores dessa pandemia. Existe apenas uma resposta para esse questionamento: NÃO SAÍMOS DA PANDEMIA.

Há uma famosa frase que diz: o ano não muda se você não mudar. E este clichê nunca fez tanto sentido como agora. Seguimos iguais, ou piores. Enquanto a mudança não partir de nós, provavelmente estaremos fadados a repetir o que houve agora: chegar em dezembro desesperados pela chegada de um novo ano, sonhando que o fim de 2021 vá resolver os nossos problemas.

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