sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A bola

Publicado em 14 de novembro de 2020, às 16:32
Foto: Custódio Coimbra

Axel Britto – produtor cultural

Rola a bola de pé em pé, saindo sem os tradicionais chutões do nosso goleiro, como jogada imprescindível para a evolução do jogo, onde nós jogadores diante de uma marcação cerrada e cada vez mais forte, rígida, temos que tomar uma decisão em um segundo ou até menos, enquanto estamos sendo pressionados e olhamos os espaços diminuindo, mas que temos que avançar, tocar a bola de pé em pé, de forma a ampliar conceitos básicos sobre valor e significado de vida, rolando a bola na amplitude do significado natural de palavras resgatadas com suas forças originais, como: amor e liberdade .

     Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado, que possamos encontrar por meios, um jeito de rolar a bola macia, tocando a bola de pé em pé, entusiasmados pelo sentimento de que em nós mesmos e pelos outros, o amor é como desejamos, pulsando no espaço  e no tempo, na duração e no ritmo de cada ser, representando o que produz no Homem o seu desejo-prazer essencial: A liberdade, enquanto o torcedor agita o lenço, engole saliva, sussurra preces e confissões .

Que possamos tocar a bola de pé em pé, visando a estufar o filó e aplicar uma firula exata em defesa dos direitos humanos, da democracia, do incentivo e da valorização cada vez mais ampla da Arte e da Cultura, em defesa da liberdade de expressão, dos valores básicos, primários, civilizatórios como valor de vida, prezando o código, na intensidade do jogo da precisa linguagem.

No Futebol, na disputa de tempo e espaço, a bola rola e temos que estar conscientes de  termos uma vantagem, uma opção a mais de

passe: O goleiro, que também faz parte do jogo, no espaço em que nos percebemos 11 contra 10, já que o goleiro adversário não vai sair da meta para marcar, obstruir como quem gera fakes news, deslealmente parar a jogada como quem mente, continuaremos a rolar a bola de pé em pé, com os sentidos em estado de alerta, de prontidão, antenados, utilizando a bola através da  dança como bailarinos da Coreógrafa Luciana Rizzo, modelando o  Homem no Homem, com a poesia do canto de Julie Wein, exprimindo o Homem para o Homem e o teatro de Karen Bulos, espelhando o Homem do Homem para os Homens, tocando a bola de pé em pé, aumentando a sobrevivência física e o prazer de viver das pessoas, alegrando e dando mais beleza às coisas do cotidiano com a bola de pé em pé emplacando um quadro de Ana Duraes, uma fotografia de Custodio Coimbra, um Desenho de Paula Erber, um vídeo arte da Jessika Goulart,  fundamentais tal qual um chute a gol com precisão.

 A saída da bola por baixo, por parte do goleiro, sem chutão gera um risco e tem gente que acha arriscado, perigoso demais. Mas temos alguma ação dentro desse jogo 100% segura? Um chutão não pode gerar contra-ataque rápido do outro time, se ele recuperar a bola pelo alto e  já ligar um atacante na frente? Bola de pé em pé, vamos apostar, vamos produzir como Bina Zanette, vamos criar como Bruno Levinson, Vamos Roterizar o ataque como Mu Chebabi, habilidosos mágicos reveladores da felicidade do inconsciente coletivo, vamos jogar, nos permitindo sons primitivos tal quando designamos um sentimento, quando amamos profundamente uma pessoa, e ouvirmos palavras tão gastas de sentindo hoje, como Eu Te Amo!! Paixão!!!! E mesmo que não venha em forma canção como a de Tatiana Dauster, que possamos sentir emoções através do jeito de falar que traz uma  emoção mais que especial do que o vocábulo amor e toquemos a bola.

Toquemos a bola de pé em pé, com os benefícios de uma saída de bola bem executada, parafusando por laterais tal qual roteiros de filmes de Estêvão Ciavatta, que finta e avança no corredor da defesa do meio ambiente na paralela de que é possível com  sentimento ganhar constantes batalhas diagonais para Homens-Gol.

Toquemos a bola de pé em pé, dispondo de um goleiro que avança até quase a linha do meio-campo para participar ativamente da construção do jogo, dando opção de passe ao nosso time e fazendo com que o adversário jogue recuado, tentando frear o ímpeto do nosso ataque, que avança, avança e que a partir do goleiro possamos nos comover através da linguagem criativa de Sandra Kogut, o encantado de sua solidão com a bola de pé em pé dizendo para nós mesmos como se ama, tanto a partir das mãos, tudo o que é como a vida e a arte.

De pé em pé, que possamos exigir qualidade com a bola nos pés ao futuro, tal qual a poesia de Fernanda Bienhachewski, fazendo-a fluir e tornando disponível potenciais humanos, expressando sentimentos e emoções ao criar, amar e jogar, cientes de que a saída de bola “perigosa”, a partir do goleiro, poderá ser á única saída.

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