sexta-feira, 19 de julho de 2024

Problemas Reais ou Imaginários?

Publicado em 5 de julho de 2024, às 18:04
Fonte: Cláudio Santos – Advogado, educador e comunicador.
Imagem: FreePik Premium

A distinção entre problemas reais e imaginários pode ser complexa e, às vezes, subjetiva, pois o impacto psicológico e emocional dos problemas imaginários pode ser tão relevante quanto o dos problemas reais. A diferença nem sempre é clara e dificilmente é definitiva. Muitas vezes, o que é considerado real para alguns, pode ser visto como irreal para outros.

A subjetividade pode ser influenciada por diversos fatores: a) Conhecimento e Experiências: Pessoas com diferentes vivências e conhecimentos podem ter percepções distintas sobre a natureza e a gravidade de um problema; b) Contexto Social e Cultural: O ambiente social e cultural em que um problema surge pode influenciar a maneira como é percebido e interpretado; c) Visão de Mundo e Valores Pessoais: A perspectiva de mundo e os valores pessoais de cada indivíduo afetam sua visão sobre a realidade e, consequentemente, a classificação do problema como real ou imaginário.

Problemas reais são situações ou desafios que têm uma base objetiva e concreta na realidade, são tangíveis e causam impactos negativos (prejuízos ou sofrimentos a indivíduos, grupos ou à sociedade como um todo). Eles podem ser medidos, observados ou verificados de alguma maneira (podem ser comprovados por meio de fatos, dados e evidências), dentre eles temos: questões de saúde (diagnóstico de alguma enfermidade), de finanças (dívidas), de relacionamentos (conflitos familiares ou profissionais), ambientais (desastres naturais), etc.

Problemas imaginários existem apenas na mente das pessoas. Eles podem ser baseados em medos, preocupações excessivas ou suposições incorretas. Caracterizam-se pela ausência de dados ou fatos objetivos que sustentem a existência do problema. Causam impacto psicológico, pois afetam a saúde mental e emocional. Podem ser resolvidos com mudança de percepção, terapia, técnicas de gestão de estresse, atitudes que auxiliem no equilibrio cognitivo, mental e emocional dos indivíduos. Geralmente são revelados por meio de medos irracionais (temores sem um fundamento lógico), preocupações exageradas (ansiedade por eventos improváveis e/ou situações que não podem ser controladas) e até perfeccionismo (inquietação reiterada causada pela crença limitante de que nada está bom o suficiente).

Mudando de ponto de vista, será que todo “problema” é um problema (no sentido negativo do vocábulo)? Problematizar a realidade é função basilar de todas as ciências. Só assim o objeto de estudo poderá ser conhecido. Não há aprendizagem sem problematização (questionamentos sobre o que está sendo estudado). No entanto, no dia a dia, a palavra problema tem uma conotação bem diferente daquela científica de descoberta e/ou construção de aprendizagem. Assemelha-se a algo ruim e que deve ser evitado porque provavelmente irá causar alguma forma de sofrimento.

Com frequência, nos deparamos com a seguinte assertiva: “Mente domina corpo.” Essa afirmação tem base na Neurolinguística, que nos ensina que não importa o que acontece conosco, mas sim como reagimos a esse acontecimento. E tal raciocínio pode ter um efeito de cura, porque faz com que aquele que está passando por alguma aflição no campo das ideias possa reestruturar seus pensamentos, entendendo que ele pode dominar qualquer “sofrimento” que esteja no mundo imaterial. E, com isso, a recuperação de sua saúde dependerá tão somente de como o seu cérebro irá perceber e resolver esse mal não corpóreo.

Embora a percepção de um problema como real ou imaginário seja relativa, e dependa da perspectiva de cada indivíduo, compreender a diferença entre problemas reais e imaginários pode ajudar a navegar os desafios da vida de forma mais eficaz e a manter um equilíbrio saudável entre o bem-estar físico e mental. Os problemas reais podem ser desafiadores e requerem soluções práticas, enquanto os imaginários podem nos ensinar sobre nossos medos e anseios.

Em resumo, para que haja a compreensão dessa distinção entre problemas reais e imaginários, é preciso que se tenha uma abordagem adequada (pautada em diálogo aberto e construtivo), com o intuito de identificar, priorizar e agir diante de cada situação, com empatia, tolerância, análise crítica e reflexão.

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