sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

GAIA

Publicado em 19 de novembro de 2023, às 8:11
Fonte: Elson Araújo – jornalista, advogado, escritor e membro da Academia Imperatrizense de Letras.
Imagem: FreePik Premium

Ao longo dos séculos tem sido muito ruim a relação do homem com a Mãe Terra. A relação não é harmônica, e severos já são os efeitos desse desequilíbrio na biota do planeta. Biota  é a soma de todas as coisas vivas, incluindo as plantas e os microrganismos. Urge uma mudança de mentalidade da humanidade em relação aos cuidados com a morada de todos sob pena da extinção, mais uma vez, da vida por aqui. 

Estudos científicos apontam que o planeta Terra teria se formado há pelo menos 4,5 bilhões de anos, num sistema solar de pelo menos 5 bilhões de anos e que nesse período, por cinco vezes, a vida quase foi extinta por obra da própria natureza. Agora, nestes tempos de meu Deus, não tem nada de era de gelo intensa,  ou rochas  gigantes vindas do espaço, o fim de tudo pode ser ocasionado pela ação do  principal inquilino do planeta, o homem.

Os reflexos da desarmonia  do homem com  a Terra ou Gaia, como os antigos gregos chamavam a  energia feminina e fértil  elevada pela mitologia deles á condição de deusa,  há muito já vêm sendo sentido. São concretos o aumento da temperatura e da acidez do solo, as mudanças radicais nos níveis de oxigenação,  bem como  de outros aspectos da composição da atmosfera e  dos oceanos. Os níveis da tolerância  foram ultrapassados,  e muitos dos desastres climáticos registrados atualmente nos quatro cantos do planeta têm o dedo  do homem.

Foi no bojo dessa preocupação e criticas,  da relação do homem  com o  ambiente  terreno,  que surgiu o conceito de “hipótese gaia”,  nascido da mente do biólogo/ químico e ex-consultor da Nasa, a Agência Espacial Americana, James Lovelock.   Ele, na década de 1960, num esboço cientifico apresentou a hipótese da Terra como sendo um organismo vivo. Segundo o cientista, tal qual o corpo humano e outros organismos, o planeta tem o poder de se autorregular, e por meio desse processo a capacidade de controlar os seus níveis de oxigenação e temperatura, o que garantiria a existência e a preservação da vida.

Perceba, naquele tempo já havia uma preocupação e se discutia uma possível mudança de mentalidade do homem em relação às condições físicas/ambientais do planeta como elementar para a preservação da vida.  De lá para cá, a condição ambiental da Terra só piorou e a preocupação continua a mesma de sempre.

Para nós, os não iniciados no mundo cientifico, não fica muito difícil captar a mensagem da hipótese gaia. Basta trazer ao pensamento o fato de as plantas recolherem da superfície da Terra o dióxido de carbônico, liberado pelo sistema respiratório do homem e de outros animais, e nos brindar em seguida com o oxigênio, vital para nossa sobrevivência.  Natural, portanto, que quando surge um desequilíbrio nessa relação alguém sempre sai perdendo, nesse caso, o próprio individuo indutor dessa desarmonia, o homem.

É sempre oportuno voltar a esse tema, principalmente no início do ano, quando é possível rever nas retrospectivas os deletérios efeitos da exploração descontrolada dos recursos naturais da Terra, que mesmo com a capacidade de se autorregulamentar, como já fora mencionado, mostra sinais de cansaço. É visível o desgaste da relação do homem com ela.  

O escritor Willis Harman, autor do livro  Uma total mudança de mentalidade, nos ajuda nessa compreesão. Ele diz que somos unos com a nautureza e que  estamos em harmonia com os procesos da vida e  que  qualquer desarmonia resulta de uma falha de percepção, sendo portanto corrigivel. O problema é que, mesmo sendo possível,  nada tem sido corrigido.

“Essa tendencia a uma maior harmonia com a nautureza está sobrevindo, em parte, devido à ameaça do que poderá nos acontecer se não mudarmos” raciociona o mesmo autor.

Não custa ressaltar que  problema  ambiental hoje é global,  daí a necessidade de um esforço concentrado para se cuidar melhor dos oceanos e dos  rios,  da atmosfera e das floretas; e ainda  do controle dos temíveis produtos químicos,  e até mesmo das armas nucleares,  as chamadas  armas de destruição em massa, um fantasma que atormenta as nações.

Diante dessa situação a  pergunta que fica,  é se é realmente possível a reconstrução dessa harmonia?

É preciso viver em paz com a natureza!

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