sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

O que é ser Pai?

Publicado em 27 de agosto de 2022, às 18:05
Fonte: Cláudio Santos – Advogado, educador e comunicador.
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Cláudio Santos – Advogado, educador e comunicador.

Bem-vindos ao mês de agosto, que em meio a vários “gostos” e desgostos, continua sendo um período de profunda reflexão sobre os caminhos da paternidade responsável.

Há algum tempo que esta divisão do ano correspondente ao número 8 (oito) deixou de ser exclusiva das comemorações relativas ao dia dos pais. É natural, socialmente falando, que outras bandeiras de luta e conscientização surjam como elementos instigadores de ações de orientação, prevenção e resolução de conflitos. No entanto, é de causar estranheza que no comércio e, principalmente na grande mídia, “ser pai” tenha ficado reduzido a um único domingo e nada mais.

Por que a imagem paterna aparentemente não estimula as vendas como “o dia dos namorados”? Por que os meios de comunicação não priorizam em suas manchetes bons exemplos de paternidade? Simples. Vivemos, sobrevivemos e, às vezes, vivenciamos uma “sociedade tóxica”, adoecida e causadora de infindáveis manifestações patogênicas.

Sem qualquer pecha ou sexismo, historicamente, e até biblicamente, a figura paterna tem sido associada ao “provedor”, o que sustenta, o que mantém financeiramente o núcleo familiar. Então, na lógica do consumismo impulsionado por datas comemorativas, não há muitas expectativas de que o pai compre para si mesmo seus presentes. Quem nunca pediu dinheiro ao seu genitor para “secretamente” presenteá-lo?

Porém, o que realmente é alarmante, não são as vendas fracas relacionadas ao “dia dos pais”. O que chama atenção é a crescente criminalização midiática da imagem de pai. Nem neste mês há misericórdia. De modo incessante os noticiários veiculam práticas transgressionais amplamente atribuídas aos ascendentes, como se o combate às mais variadas formas de violências fosse um enfrentamento não às causas, mas sim aos suspostos pais agressores.

Algumas palavras regozijantes podem ser associadas à paternidade, dentre elas: responsabilidade, proteção, segurança, disciplina, afeto, educação, mantenedor, autoridade, amigo, herói, exemplo, inspiração, referência. Mais que adjetivos, esses vocábulos servem de norte seguro para aqueles que almejam fazer a diferença positiva na vida de alguém.

E, parafraseando a prática terapêutica e os princípios da constelação familiar sistêmica, para que existam relações harmoniosas e felizes entre os membros de uma família, todos devem respeitar as três leis do amor: lei do pertencimento (todos precisam ter uma posição no sistema), lei da ordem ou hierarquia (todos fazem parte de regras de precedência dentro do sistema) e lei do equilíbrio (os membros devem se sentir em equilíbrio uns com os outros). Com isso, ser pai é, também, cuidar da saúde familiar, mitigando, curando e resolvendo divergências na busca pela evolução nos relacionamentos familiares.

Portanto, o exercício da paternidade responsável pressupõe comprometimento e participação ativa na criação dos filhos. Sendo um bom exemplo pessoal e profissional, sendo amigo sem perder a autoridade, interagindo na rotina da prole e planejando o futuro dos filhos.

O que é ser pai?

É estar presente, mesmo que virtualmente.

É aquele que sente, é amor que não mente.

É ser exemplo de caráter, força, coragem e integridade.

É oferecer segurança, abrigo, proteção, com sinceridade.

É voltar a ser criança, brincar e sorrir.

É ouvir eu te amo, de forma inesperada, antes de dormir.

É ser herói, é educar pelo exemplo, ver a filha crescer e saber que o amor de pai é maior que o tempo.

4 respostas

  1. Expressão de profundidade e intensidade nas linhas e entrelinhas deste texto…
    Sinta- se aplaudido, caríssimo Dr. Cláudio Santos.
    Parabéns!

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