sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Transformando caos em inspiração

Publicado em 23 de março de 2021, às 15:51
João Marcos dos Santos Silva – estudante de Jornalismo e escritor
Imagem: Free Pik

É engraçado como as histórias chegam até nós. O conto “Ninfas de Lama” do livro Arrependa-se (2019), veio na forma de sonho. Ou melhor: um pesadelo.
Mas o ponto aqui é: de onde vem a sua inspiração?

A página em branco é o maior pesadelo da vida de um escritor. Substitua “página em branco” por qualquer desafio da sua vida que exija um pouco de criatividade. Sim, eu sei. É angustiante. Às vezes eu passo o dia inteiro para preencher apenas duas páginas. O processo de cada é diferente, mas os desafios são bem parecidos.

Porém, o que eu indico aqui é ter um pouco de paciência. As ideias vêm em horas inesperadas. Não adianta apertar os miolos do cérebro. Tenha calma. Tudo o que a gente mais precisa, às vezes, é de parar um pouco. Sei que o ócio e o tédio para essa sociedade super acelerada não gera grana. “Dormir” não é monetizável e as coisas parecem realmente não parar.

Só que mais uma vez: tenha calma. Deixe as suas ideias amadurecerem. Tive esse sonho em 2015, mas foi somente em 2018 que senti que era a hora de transformar isso em um conto. Às vezes as coisas não chegam na hora que a gente quer, mas não tem problema, pois elas surgem na hora certa.

É no anonimato que você cresce, se desenvolve, cria raízes e não sob os holofotes. Confesso que não cheguei no meu ideal de produção criativa, mas tudo bem. Um passo de cada vez. O importante é continuar no caminho.


Por fim, deixo aqui uma frase muito boa de Ray Brandbury, que diz:
“O artista deve trabalhar tanto e tão duro, que um cérebro se desenvolve e vive, por si mesmo, em seus dedos. Assim acontece com o cirurgião, cuja mão, enfim, como a mão de da Vinci, faz desenhos na carne do homem que salva a sua vida. Assim acontece com o atleta, cujo corpo, enfim, é treinado e se torna por si mesmo uma mente.”

Uma resposta em “Transformando caos em inspiração”

Muito boa a reflexão, as vezes o imediatismo nos faz tropeçar. Mas é o tempo e amadurecimento que nos sustenta a cada queda!

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