terça-feira, 26 de outubro de 2021

Entrevista: Gisélia Brito dos Santos

Publicado em 21 de dezembro de 2020, às 15:40

“A boa gestão depende do empenho de todos”

Da Redação

Ao completar um ano à frente do câmpus da Ufma em Balsas, a professora Gisélia Brito está concluindo o desafio de fazer a mudança das instalações para o prédio recém-finalizado. Formada em Letras, ela dirige um câmpus voltado exclusivamente para as engenharias e, nesta entrevista, faz um pequeno balanço da sua gestão neste ano. Confira.

Região Tocantina – Como a senhora avalia este seu 1 ano à frente do Campus de Balsas?

Gisélia Brito – A gestão de um campus universitário é sempre permeada de desafios, esperança e de muito trabalho. Neste ano de gestão trabalhamos bastante, movimentamos nossa equipe e as conquistas que alcançamos foram significativas e a maior delas foi a mudança para o nosso campus. Estávamos há mais de seis anos em uma escola do município e já não tínhamos mais certeza quanto à mudança definitiva para a sede do Campus e com muito trabalho, em fevereiro de 2020, conseguimos nos mudar. O apoio dos servidores técnicos, de alguns docentes e da gestão superior foi fundamental. Conseguimos alguns bens patrimoniais necessários ao funcionamento de setores administrativos e pedagógicos; aumentamos o quantitativo de colaboradores terceirizados da vigilância armada, da limpeza e conservação e jardinagem; temos contrato de manutenção predial, que não tínhamos; estamos com a obra de urbanização em andamento. Em abril ganhamos 1035 mudas de plantas do cerrado e, com a ajuda dos colaboradores e de um professor do BICT, fizemos o reflorestamento de uma área desmatada, de uma estrada vicinal e transplantamos algumas para o entorno dos prédios.

Região Tocantina – Qual é, na sua opinião, a importância de um campus da UFMA em Balsas?

Gisélia Brito  – Uma universidade federal aqui em Balsas é um sonho que se concretiza e que traz muita esperança para a região. Balsas tem sofrido com a falta de qualificação de mão de obra, principalmente na área de ciência e tecnologia, e foi com o propósito de mitigar essa carência que a UFMA Balsas aqui se instalou, tornando possível, principalmente, aos filhos da terra e municípios vizinhos, a oportunidade de capacitarem-se profissionalmente e assumir, no futuro próximo, postos de trabalho que antes eram preenchidos por profissionais vindos de outras regiões e estados. A importância do Campus da UFMA em Balsas está em disponibilizar aos nossos jovens uma educação de qualidade para que possam, aqui mesmo em sua terra, estudarem e contribuírem para o desenvolvimento da região.

Região Tocantina – O que o câmpus da UFMA em Balsas oferece hoje para a população?

Gisélia Brito  – Hoje, a UFMA oferece à população de Balsas e região a possibilidade de formação educacional na área de ciência e tecnologia, da qual, historicamente, temos carecido. Assim, estão disponíveis à população o Curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, um curso com uma arquitetura curricular inovadora, inspirado nas experiências universitárias de países considerados desenvolvidos, porém adaptado ao contexto brasileiro, e, ainda, os cursos de Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Engenharia Elétrica. Deste modo, por meio da formação de mão de obra qualificada, a UFMA visa contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico da região, além de cultural e humano.

Região Tocantina – Quais os maiores desafios em se tratando de gestão do câmpus?

Gisélia Brito – Um dos desafios a ser enfrentado pela gestão do campus diz respeito às obras estruturais necessárias para que tenhamos instalações em condições adequadas e seguras de usabilidade por servidores, alunos e demais membros da comunidade acadêmica. No momento, a pavimentação das vias internas de acesso encontra-se em fase de execução; além disso, temos o grande desafio do fornecimento de água potável para os utentes, que ainda não foi possível realizar. Após a mudança para o novo campus e a consequente ampliação dos espaços disponíveis para utilização, é um dos desafios também o aumento do quantitativo de vagas de servidores técnicos e de professores necessários para o atendimento da demanda já existente. Precisamos também aumentar a oferta de vagas para entrada de discentes no curso de BICT, para assim melhorar o quantitativo de discentes ingressantes nas engenharias, que atualmente possuem poucos alunos ativos. Além dessas questões, o grande desafio a ser enfrentado refere-se a assumirmos a nossa missão institucional diante da sociedade balsense, fazendo-nos presentes e atuantes nos variados espaços de participação e discussão dos problemas e questões que interessam à comunidade.

Região Tocantina – Quais os projetos para o Câmpus de Balsas?

Gisélia Brito – O maior projeto para o campus de Balsas neste momento é sua expansão com a criação de novos cursos e, certamente, com a entrada de novos alunos. Queremos crescer em ensino, pesquisa e extensão para bem cumprirmos a nossa função acadêmica e social

Região Tocantina – Balsas ganhou, recentemente, um novo câmpus. Qual é a estrutura dele?

Gisélia Brito – As instalações da UFMA Campus de Balsas têm 11.984,79m² de área total construída. A estrutura atual compreende um bloco com salas de aula cuja área construída é de 4.166,11 m²: nesse bloco há dez salas de aula de 85 m2 cada, além de dois auditórios, com aproximadamente 170 m2, capazes de abrigar eventos com mais de 120 integrantes. Um bloco administrativo com área construída de 2.688,99 m², onde estão localizadas as salas dos professores, as coordenações de curso, a secretaria acadêmica, a assistencia estudantil, a diretoria, o almoxarifado e a biblioteca. E bloco de laboratórios, com área total de 4.981,36 m², com 12 laboratórios de ensino e pesquisa que comportam até 60 alunos cada.

Região Tocantina – O que fica de aprendizado na gestão pública?

Gisélia Brito – O que mais tenho aprendido na gestão pública é que devemos gerir com transparência e com muita responsabilidade. Um amigo sempre me diz, “resolva o que é possível”, pois nem tudo depende da vontade do gestor e “documente tudo” porque na gestão o papel é que vale, é que prova o que foi pedido, dito, negado, enfim, as ações que foram realizadas. Outra coisa importante que aprendi diz respeito às parcerias das quais dependem a gestão para dar certo: parceria com os colegas de trabalho, com os colaboradores, com a gestão superior, com as autoridades locais e com todos os que estão disponíveis a colaborar com a gestão e, consequentemente, com o crescimento da universidade. A boa gestão depende em muito do empenho de todos que fazem parte da universidade e que por ela têm zelo e sentem pertencimento.

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