sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Entrevista: 10 anos do campus da UFMA Grajaú

Publicado em 31 de agosto de 2020, às 15:41

Este ano, o campus da UFMA em Grajaú completa dez anos. Nesta entrevista, o diretor, Roni César Araújo, aborda um pouco da história do campus, a sua importância social, o perfil dos cursos e as perspectivas para o retorno do semestre letivo, em setembro, de forma remota.

Roni César: o campus de Grajaú tem grande importância na região.

Região Tocantina – Qual é a história do Campus de Grajaú?

Roni César –  O Campus de Grajaú tem 10 anos de história. Foi fundado em 2010, quando iniciou suas atividades com o funcionamento de 2 cursos de graduação: licenciatura em Ciências Humanas e licenciatura em Ciências Naturais, e outros 3 cursos do Programa de Formação da Educação Básica. Durante os dois primeiros anos, as aulas aconteceram em um prédio cedido pela prefeitura municipal, sempre nossa parceira, e só depois se mudou para o novo e definitivo prédio.

Região Tocantina – Nesses dez anos, como o senhor avalia a importância de um campus da UFMA em Grajaú?

Roni César – eu vejo o acesso à universidade pública como um dos principais caminhos para a construção de um futuro melhor para todos que compõem uma dada comunidade. O impacto social, cultural e até econômico advindo da presença de uma universidade, como a UFMA, possui dimensão quase que incalculável, sobretudo quando se leva em consideração que Grajaú é uma cidade rica em cultura e história. A presença da UFMA em Grajaú, ao longo destes 10 anos, tem sido de muito sucesso.

Região Tocantina –  Qual o perfil dos estudantes que ingressam nos cursos?

Roni César – Quando nossos alunos chegam, uma característica em comum é brilho no olhar. É um misto de felicidade e preocupação. Afinal, é um desafio totalmente novo para eles. Não custa lembrar que muitos são os primeiros das suas famílias a fazerem um curso superior. Ter a UFMA, uma universidade pública, como suas casas, por pelo menos 4 anos, é uma conquista que eles celebram na entrada, mas que, sem dúvidas, fica ainda mais latente quando na ocasião da colação de grau. Aquele brilho no olhar pode ser visualizado em cada convidado, em cada membro de suas famílias.

Região Tocantina  – Qual é o perfil que eles adquirem durante os cursos?

Roni César – A natureza interdisciplinar dos nossos cursos proporciona aos alunos uma visão de mundo muito mais holística. A despeito do avanço, no que tange às questões do conhecimento da área a que se dedicam, a vivência na universidade tem possibilitado também um crescimento pessoal para cada um deles. Os desafios a que são expostos, próprios da vida de todo e qualquer aluno de graduação, se traduzem no dia a dia, como filhos, pais, irmãos, cidadãos.    

Região Tocantina  – Quais as perspectivas para o futuro do campus?

Roni César – Apesar de reconhecermos o quanto temos avançado, sabemos que o desafio da educação no Brasil é um exercício constante. A universidade se faz de pessoas, mas também se faz de políticas públicas voltadas para a educação, de modo que os eixos que compõem a proposta da UFMA, sejam plenamente alcançados, a saber: ensino, pesquisa e extensão.

Dito isso, nosso olhar para o futuro é sempre de otimismo e esperança. Já estamos colhendo os frutos do nosso trabalho. Muitos alunos nossos já se encontram no mercado de trabalho, como professores, pesquisadores, cientistas. Acredito que em um tempo breve, muitos deles estarão compondo os quadros de professores da UFMA.

Região Tocantina  – Qual é o contexto da educação superior em Grajaú?

Roni César – Além das outras opções que a iniciativa particular oferece, hoje Grajaú tem a felicidade de ter a UFMA e a UEMA como opção para a formação superior dos jovens. Cabe destacar, no início deste processo, está ainda o IFMA, que prepara os alunos para a experiência da vida acadêmica superior. Sem dúvida, Grajaú já se tornou uma referência na região, no que diz respeito à formação superior.

Região Tocantina  – Como o campus de Grajaú está se preparando para o semestre que começa em setembro?

Roni César – Estamos todos cientes dos desafios que se apresentam agora, diante deste novo cenário pandêmico. Mais do que nunca, professores, técnicos, terceirizados, devemos estar alinhados no afã de possibilitar aos nossos alunos o melhor que se possa alcançar. O compromisso com ensino de qualidade sempre está na pauta de todos. As aulas serão prioritariamente no formato remoto, porque compreendemos que enquanto não houver uma vacina para o covid-19 é importante que tomemos certos cuidados. Afinal, a saúde e a vida continuam sendo o maior patrimônio que possuímos.

O campus de Grajaú oferece os cursos de Licenciatura em Ciências Humanas e Licenciatura em Ciências Naturais.

2 respostas em “Entrevista: 10 anos do campus da UFMA Grajaú”

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